Política
Cana d� lugar a milho e feij�o no Estado
Com a maioria dos usineiros inadimplentes e com pagamentos atrasados, os sete mil plantadores de cana de açúcar de Alagoas pela primeira vez admitem abertamente que querem implantar outras culturas agrícolas nos 60 municípios produtores de cana. A disposição dos fornecedores de cana aumentou quando souberam que o Banco do Brasil abriu linha de crédito especial para financiar as culturas de grãos, especialmente milho e feijão. A maioria dos plantadores reclama de dívidas milionárias que para quitar depende de uma linha de crédito com bancos estrangeiros. Por isso, eles querem introduzir novas culturas na área canavieira. Durante o 1º Seminário Alagoano de Produção de Grãos, em abril passado, líderes da Associação dos Plantadores de Cana reconheceram que demoraram muito para aceitarem o programa de cultura consorciada. Há mais de 30 anos, os governos de Alagoas tentaram diversificar a agricultura na zona canavieira e não conseguiram. Os plantadores resistiram. As primeiras tentativas de implantar as novas culturas ocorreram no ano passada e os bons resultados estimularam os plantadores de cana. A soja, por exemplo, até 2014, praticamente não havia resultado de produção. No passado, as terras arrendadas por plantadores de Sergipe permitiram a colheita de 800 mil toneladas do grão. Toda a produção foi exportada. A saca com 60 quilos foi vendida a R$ 98,00. A Secretaria Estadual de Agricultura e Pesca anunciou que para este ano está previsto o dobro da produção de soja.