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FPM menor � o principal advers�rio de candidatos

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Os candidatos à reeleição de prefeito vão ter um adversário a mais nas eleições que se avizinham: a crise econômica. Com o corte de repasses federais, os gestores que se colocam na disputa pelo voto, num pretenso retorno ao comando da administração municipal, terão que convencer o eleitor de que a crise tem sido impedimento para a realização de obras e serviços fundamentais à população. Alagoas não foge à regra. Ao contrário. O Estado, tido como um dos mais pobres economicamente do País, vive uma realidade ainda mais grave em se tratando de dinheiro para investimentos públicos, o que deverá respingar no pleito de outubro como um diferencial negativo em relação a eleições passadas, quando o dinheiro jorrava em véspera de votação, obras eram o marketing político de quem se sustentava nesse tipo de ação para vencer a disputa. Em outubro de 2016 não será assim. Presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) e prefeito de Jequiá da Praia, Marcelo Beltrão (PRB) afirma que a situação é grave. ?Esse ano a crise acentuou um pouco mais, principalmente num estado onde 90% dos municípios dependem da arrecadação do FPM [Fundo de Participação dos Municípios]. Nós temos aí uma crise muito forte, inclusive até os municípios que têm um poder de arrecadação própria estão sentindo na pele e é um problema sério, porque frustra a população, o gestor que tem muito compromisso com a população, é um mandato que praticamente frustrou as expectativas?, disse. O presidente da AMA afirma que com base em dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), houve uma queda em torno de 4% nominal do FPM, mas se for colocada a inflação, o percentual sob para 15%. ?E se colocar ainda que, com a inflação, aumentou o preço do combustível, da energia, gatilhos na folha de pagamento também são espelhos compulsórios, nós temos uma crise que se agrava a cada ano; retira a possibilidade e o poder de investimento do gestor e do município, que faz com que a despesa fique cada vez mais difícil de caber na receita. Você tira o poder de execução orçamentária. Então é frustrante para o gestor e ainda mais para a população, que é dependente do serviço público que carece cada vez mais de investimentos?, disse.

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