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Sem acordo, policiais mant�m greve da categoria

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Em greve desde o último dia 18, os policiais civis de Alagoas entraram ontem em mais uma reunião de conciliação, convocada pelo Tribunal de Justiça (TJ), e saíram com uma única certeza: não tiveram avanços em suas reivindicações. Nesta sexta-feira, 13, eles realizam assembleia, a partir das 9h, no Clube de Engenharia, no bairro do Farol, para deliberar sobre a proposta apresentada ontem pelo governo. Até lá, a greve está mantida. Durante a audiência de conciliação, no TJ, designada pelo desembargador Alcides Gusmão, relator do processo em que o Estado sustenta a ilegalidade da paralisação, o secretário do Planejamento, Gestão e Patrimônio do Estado, Christian Teixeira, que vem atuando como interlocutor do governo, informou que as propostas são a disponibilização de uma cota mensal de R$ 300 mil para pagamento das progressões já efetivadas e a conclusão da implantação das progressões ainda pendentes até dezembro. O reajuste do piso da categoria só seria discutido a partir de agosto. Segundo a assessoria do TJ, ?conforme regra do Novo Código de Processo Civil, a audiência não teve a participação do desembargador e foi conduzida pelo conciliador Flávio Dantas?. ?Temos muitos outros pontos a serem colocados na mesa de negociação para que se possa chegar a um acordo. Ao fazer uma proposta como essa, o governo demonstra, mais uma vez, que não tem compromisso com a segurança pública, muito menos com os profissionais?, afirma Edeilton Gomes, vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), para quem ?reajuste do piso a ser discutido em agosto é algo muito vago?. O dirigente sindical chama de ?falácia? o discurso do governo de que estava negociando com a categoria e diz que o Plano de Cargos, Carreira e Salário (PCCS) dos policiais vinha sendo pago na gestão do governo anterior e que em maio deste ano o atual governo do Estado passou a limitar as progressões e deixou de pagar os retroativos do PCCS.

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