Política
ALE deve mudar regras, de novo, para eleger Mesa
Depois da polêmica, a ausência. Esse foi o clima na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) no dia seguinte à aprovação da ?pauta-bomba? que envolvia a proibição da discussão de gênero e orientação sexual nas escolas, previsto no Plano Estadual de Educação. Com 13 deputados em plenário, um a menos que o quórum mínimo para dar sequência à apreciação de vetos governamentais, as discussões foram mais tranquilas. Ainda assim a Gazeta apurou que já tramita, desde dezembro, um Projeto de Resolução que tenta fixar a data da eleição para a Mesa Diretora da Casa. A proposta, do presidente afastado Luiz Dantas (PMDB), estipula que o processo para o comando do 2° biênio ocorra no 3° ano de cada legislatura. Ainda segundo o texto, isso ocorrerá no retorno do recesso, ou seja, em fevereiro do próximo ano. Assim, acaba-se com a polêmica da antecipação do processo, muitas vezes proposto ainda no primeiro ano de gestão da Casa. A única coisa que não mudará, entretanto, é o caráter do voto. Mesmo depois da decisão plenária de que todas as votações devem ser abertas, principalmente quando se tratarem de vetos governamentais, neste caso a escolha ocorrerá em sigilo. Isto ficou claro depois que uma emenda apresentada pelo deputado Galba Novaes (PMDB) foi rejeitada durante a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele havia proposto que fosse incluída na redação final a expressão ?voto em aberto?. No despacho publicado no Diário Oficial do dia 10 de maio, a CCJ diz que esta situação ?não é usada na escolha? tanto da Câmara quanto do Senado Federal.