Política
Bancada federal aposta em retomada da economia
A bancada federal alagoana já faz suas apostas para o novo governo sob a batuta do presidente interino da República, Michel Temer (PMDB). Os deputados federais preferem falar hipoteticamente na mudança de gestão, mas colocam de forma geral um otimismo, especialmente para a economia do Brasil. Dos nove parlamentares alagoanos que atuam em Brasília, seis votaram a favor do afastamento da presidente, consequentemente apoiavam o governo Temer. Dos três que se posicionaram contra o impeachment, Ronaldo Lessa (PDT), Carimbão (PHS), e Paulão (PT) acreditavam que não houve conduta ilegal de Dilma, por isso legitimaram a continuidade do governo. Agora com o processo julgado pelo Senado, Carimbão declarou que seria muito difícil a presidente Dilma Rousseff continuar governando e que Michel Temer deve trazer mudanças positivas, principalmente para a economia. ?Temer entra com mais confiança do mercado financeiro e possui maioria no Congresso. Dilma estava sem poder conduzir este País, não tinha apoio do Congresso para aprovar nada. Ao contrário de Temer, que após a votação do impeachment mostrou que tem cerca de 400 votos na Câmara. Isso ajudará na saída da crise?, disse. Sobre a especulação de que lhe teria sido oferecido um ministério para que votasse pelo afastamento, Carimbão negou, e afirmou que não trocaria seu voto para estar no primeiro escalão do governo. ?Falei com Michel Temer pessoalmente. Ele me conhece, sabe dos meus princípios, e ele mesmo afirmou que eu não mudasse meu voto. Estou em paz com a minha consciência?, relatou o deputado. Na mesma linha de que a presidente Dilma já vinha enfraquecida com o Congresso e com seu poder de governabilidade afetado, o deputado Pedro Vilela (PSDB) disse que a impressão em Brasília, e refletida em todo o País, era que a presidente nunca governou. ?O governo parecia que nunca tinha tomado posse, deixando a desejar em todas as esferas. Chegamos ao ponto de não ter ninguém respondendo pelo governo nos debates da Câmara, não havia líder. Eles mesmo jogaram a toalha?, avaliou Vilela.