Política
Nordeste foi a regi�o mais beneficiada pelo PT
?O Nordeste foi a região mais beneficiada pelo modelo de crescimento econômico com inclusão social e produtiva, a que obteve as melhores taxas de crescimento nos governos Lula e Dilma?, avaliou o doutor em Economia pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), professor Cícero Péricles, ao avaliar que poder ser também a região mais penalizada. Isto pode acontecer se a recessão não reduzir com as novas medidas do governo interino de Michel Temer. ?A recessão diminui a capacidade de arrecadação federal e, assim sendo, diminuem as transferências de recursos para os estados nordestinos. Essas transferências são decisivas para as políticas públicas sociais e para os investimentos em infraestrutura?. Alagoas, igual a todos os estados nordestinos, é um recebedor líquido de transferências: no ano passado, enviou, pela Receita Federal, R$ 1,5 bilhão a título de pagamentos de impostos e contribuições federais, e recebeu R$ 9 bilhões a título de transferências constitucionais ou voluntárias. Ainda segundo Cícero Péricles, a relação de transferência com a previdência é muito parecida: enviou, em 2014, R$ 1,2 bilhão e recebeu R$ 5,3 bilhões. Com o clima nacional de expectativa negativa, os investimentos privados diminuem. No período anterior, nos anos Lula e Dilma, muitas empresas investiram no Nordeste na expectativa de crescimento do mercado. Sem esse atrativo, os recursos privados escasseiam. Ao ser questionado se as novas medidas do governo federal de reduzir oito ministérios, de milhares de empregos comissionados, conter gastos da máquina administrativa para tentar reduzir o rombo de R$ 100 bilhões nas contas públicas seriam suficientes, Péricles considera que as medidas de conter gastos adotadas até agora são ?medidas cosméticas. Não causam impacto na economia. O importante neste momento é a retomada dos investimentos privados que por razões políticas estão paralisadas desde dezembro de 2014?. Há uma desconfiança do mercado e isso começou em 2014, após a eleição de Dilma Rousseff, lembrou o pesquisador da Ufal. ?Neste momento, apesar do elevado deficit público, o estado brasileiro tem que investir mais em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que efetivamente movimentam a economia em cadeia?. Esses investimento, segundo o professor, são em projetos de infraestrutura ? construção de estradas, pavimentação, saneamento ?, em programas como Minha Casa Minha Vida e outros. Esses investimentos públicos atraem também investimentos privados. ?Quando se constrói estrada, contratam-se empresas, movimenta-se a indústria da construção civil?.