Política
Alagoas quer retomar mais de 800 obras do PAC
As principais autoridades políticas, empresariais e economistas de Alagoas confirmam que a maioria das 800 obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Estado estão paradas ou em ritmo muito lento, há três anos. Algumas obras sofreram atrasos nos repasses, o que obrigou o Estado a fazer investimentos próprios para impedir que os projetos estratégicos parassem completamente, e um deles foi o Canal do Sertão. As obras continuam, mas com investimentos menores. As obras do PAC, além de reacender as economias dos municípios, vão gerar milhares de empregos, forçarão o investimento na mão de obra e ajudam a minimizar os efeitos da recessão, acredita o governador Renan Filho (PMDB) e a maioria dos 102 prefeitos alagoanos. A esperança deles é que as novas medidas anunciadas pelo presidente da República em exercício Michel Temer (PMDB/SP) possam estancar a queda na arrecadação tributária, que já ameaça comprometer o pagamento em dia do funcionalismo. De qualquer forma, Alagoas alimenta um clima de esperança e otimismo como deseja a nova gestão da presidência da República. Tanto que o governador Renan Filho (PMDB) começou a articular um encontro de governadores para acontecer em Maceió. Não existe nada definido, mas desde sexta- feira Renan começou a articular o encontro e liga para os colegas governadores fazendo o convite. O Nordeste foi quem mais recebeu investimentos federais dos programas sociais de distribuição de renda como o Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, para obras hídricas, de saneamento básico e de infraestrutura urbana durante os governos Lula e Dilma. O presidente Michel Temer vai rever todos os investimentos. Mas prometeu manter os programas que deram certo e fazer investimentos públicos para gerar empregos. Temer quer compatibilizar os investimentos com a atual situação política, administrativa e econômica, que enfrenta um rombo superior a R$ 100 bilhões e tem de reduzir os gastos públicos. Para isso, quer apoio dos governadores. Alagoas tem obras e investimento que do ponto de vista estratégico do governo Renan Filho não podem parar. O Canal do Sertão, por exemplo, que já tem mais de 90 quilômetros prontos, é considerado como vital para acabar com a indústria da seca e promover o desenvolvimento do Sertão e Agreste alagoano. O programa Bolsa Família injeta R$ 1 bilhão e mantém ativa as economias das regiões mais pobres do Estado. Por isso, o executivo estadual precisa da força política da bancada federal, que tem como líder hoje o principal personagem político da República, o senador Renan Calheiros (PMDB) ? pai e orientador político do governador. Ele trabalha forte nos bastidores para impedir a redução dos investimentos federais no Estado.