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Vereadores n�o se entendem e adiam instala��o de comiss�es

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MARCOS RODRIGUES A Câmara Municipal de Maceió voltou do recesso, mas continua parada. A disputa por visibilidade política entre os vereadores adiou a instalação das 12 comissões parlamentares existentes na Casa, previstas para ontem. Com isso, o andamento regular do poder ficará deficiente e sem polêmicas até a próxima semana, quando acaba o prazo regimental para discussões sobre o tema. O principal descontente é o vereador Galba Novaes (PTB). Sua posição atrapalhou a tentativa de ?consenso? articulada pelo vereador Pedro Alves (PSB), líder da prefeita Kátia Born (PSB.) O vereador Galba Novaes não compareceu ontem à sessão da Câmara, nem à reunião que discutiu a composição das comissões, na segunda-feira. O seu partido conta apenas com dois vereadores: ele e o vereador Robert Manso, na condição de suplente do vereador Walter Pitombo, o Toroca (PSD), afastado por licença médica. Segundo o regimento da Câmara, isso o impede de integrar qualquer comissão. Para tentar reverter a situação, na terça, de última hora, ele divulgou a filiação do vereador Dudu Hollanda. O parlamentar estava sem partido desde que deixou o PSB, ano passado. Mas a informação não convenceu. ?Se ele (Galba) trouxer a filiação registrada no TRE até antes da formação das comissões, o problema estará resolvido?, explicou Pedro Alves. Ele ainda tenta nos bastidores resolver a questão da participação do PTB. ?O melhor, sem dúvidas, é o consenso porque se não partiremos para o voto direto. Isso prejudicaria os partidos com menor representação?, explicou o vereador. O presidente da Câmara, Alan Balbino (PSB), garantiu que na terça-feira o assunto será resolvido. ?Se realmente até lá não existir entendimento de lideranças, partiremos para o voto direto para cada integrante das comissões?, explicou. Ele disse, ainda, que cada parlamentar terá direito apenas a um voto por comissão. Com a nova composição partidária da Casa, o mapa político do plenário ficou assim: com oito vereadores, o PSB tem 38%, em seguida vem o bloco dos sem partido (como três vereadores) que correspondem a 14,2%. O terceiro maior grupo. PSDB, PTB, PT, PGT todos com dois parlamentares, o que corresponde a 9,52% de representação para cada sigla. O PL e o PSC ficam 4,7%. Sessão Para ganhar tempo os vereadores iniciaram algumas discussões. O aumento do valor das passagens e a situação do sistema voltaram ao debate. Na próxima semana está marcada uma sessão pública com representantes do setor, da prefeitura e dos estudantes. Eles são os mais interessados no encontro. ?Se os vereadores fizerem um estudo constatarão que o aumento foi de 25%, portanto é ilegal, já que a Lei Orgânica define que só deveria ser de 12%?, explicou Mário Rufino, presente à sessão portando cartazes contra o aumento. Os estudantes ainda esperam reverter o quadro. ?Tudo depende da prefeita?, disse.

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