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Estado tem canteiros de obras paradas

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O governador Renan Filho confirmou que a maioria das 800 obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão paradas ou em ritmo lento desde 2014, como a Gazeta publicou no último domingo, numa reportagem especial indicando o que Alagoas quer do governo Temer. O problema com o PAC não é novo. No governo da presidente afastada Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, solicitou ao Congresso Nacional uma alteração da meta do superavit primário para que permitisse destinar recursos a fim de tocar as obras do PAC. Renan Filho considera que o presidente interino Michel Temer (PMDB/SP) pode fazer isto. Já que o governo não terá como cumprir a meta, pelo menos permita que as obras andem, defende o governador. ?Essas obras do PAC e de infraestrutura são fundamentais para gerar empregos, movimentar a economia e atrair investimentos privados, sobretudo para o Nordeste?, acredita o governador. Renan avaliou que, ao retomar as obras do PAC, significa também que o governo federal aumenta as despesas e se distancia das metas fiscais. Porém, observa que neste momento a União precisa fazer um esforço, investir e animar a iniciativa privada. Alguns programas federais sobrevivem em Alagoas com o financiamento do Tesouro Estadual porque a União alegava, até então, crise financeira e não repassava as parcelas esperadas. Um dos exemplos ocorreu com o Programa do Leite, que mantém mais de cinco mil pequenos e microcriadores de gado e distribui mais de 80 mil litros de leite às famílias de baixa renda.

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