Política
Governadores discutem morat�ria
Hoje, a partir das 9 horas, no hotel Ritz Lagoa da Anta, começa a reunião dos secretários da Fazenda do Nordeste e dos governadores da região. O principal ponto de pauta dos dois encontros é a formalização de um documento para negociar com o governo federal um prazo de carência no pagamento dos juros da dívida dos estados (o que os especialistas definem como moratória pactuada) e mais adoção de um plano de renegociação fiscal urgente com a União, como defende o governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB). Ocorreram duas mudanças na organização do encontro. A reunião dos secretários estaduais da Fazenda, que estava marcada para acontecer no período da tarde, foi transferida e começa a partir das 9 horas. A outra mudança é que o encontro dos governadores começa a partir das 14 horas. Eles devem interromper o encontro às 17 horas e concedem entrevista à imprensa, confirmou ontem a assessoria de comunicação do governo. A proposta de aumentar o prazo de carência do pagamento dos juros da dívida vem sendo discutido desde janeiro, ganhou corpo na terça-feira, no Rio de Janeiro, quando o governador em exercício do Rio, Francisco Dornelles (PP), defendeu a ?carência de 12 meses dos juros que são cobrados na dívida dos estados com a União?. A medida é para tentar conter a crise financeira que leva os estados e a maioria dos 5,5 mil municípios à situação de falência. No final do mês passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu suspender por 60 dias o pagamento do serviço da dívida. A decisão, apesar de ser liminar, abriu brecha para os governadores reivindicarem o recálculo das dívidas estaduais com juros simples. Se conseguirem, a União sentirá o impacto estimativo de R$ 400 bilhões e os estados terão uma folga para equilibrar os pagamentos. Antes da decisão do STF, a proposta dos governadores mais endividados era para carência de dois ou três anos. Francisco Dornelles avaliava que a moratória da dívida ?aliviaria? as contas do Rio de Janeiro em R$ 10 bilhões por ano. O Estado não consegue pagar em dia os servidores e paga com atraso os servidores aposentados. Junto com Dornelles (PP) estavam os governadores de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), do Rio Grande do Sul, Ivo Sartori (PMDB), de Alagoas, Renan Filho (PMDB), de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), e o secretário da Fazenda de São Paulo, Renato Villela.