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Incra decepciona movimentos agr�rios

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As dificuldades do Incra já são sentidas pelos servidores da autarquia no Estado. A superintendente Lenilda Lima (membro da executiva estadual do PT de Alagoas) pediu exoneração para não fazer parte ?do governo golpista?, disse ao se referir ao governo do presidente interino Michel Temer (PMDB/SP). No lugar dela, ficou Alessandra Costa, superintendente substituta também integrante do PT e que pretende sair tão logo haja definições de Brasília. ?Eu faço parte da equipe da presidente Dilma Rousseff e não pedi a exoneração porque isto paralisaria o órgão e causaria problemas enormes para os servidores da casa, para os movimentos sociais e as empresas de assistência técnica, já que há uma série de pagamentos para serem efetuados?, diz Alessandra Costa. O Incra em Alagoas tem 80 servidores efetivos e 18 terceirizados com perspectivas de serem demitidos por conta das novas orientações de Brasília, que quer enxugar despesas no quadro funcional. A gestão de Lenilda Lima elaborou um orçamento com projeção de R$ 30 milhões para a execução da política agrária no Estado. Ainda na gestão de Dilma Rousseff, foi recomendada a reduzir da projeção orçamentária por causa da crise financeira. Hoje a autarquia funciona com um orçamento mínimo de R$ 3 milhões gastos com empresas de assistência técnica. A direção nacional vem mantendo repasses pontuais para custeio da máquina administrativa e pagamentos de diárias.

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