Política
Declara��o frustra protesto no Centro
Os 16 sindicatos e associações ligadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT), que forma o Movimento Unificado dos Servidores Públicos de Alagoas, suspenderam ontem a passeata para pressionar o governo a negociar o aumento salarial das categorias em 11,38%. A chuva que caiu no período da manhã e as declarações do governador Renan Filho, de que não vai discutir aumento salarial neste momento de crise política e econômica federal, desmobilizaram a concentração dos servidores marcada na Praça Sinimbu. Os sindicatos fizeram encontros isolados. Os trabalhadores da Educação e outras categorias se reuniram no auditório do Sindicato dos Bancários. ?A nossa principal pauta de reivindicação para o governo de Alagoas é a reposição das perdas salariais, que totalizam 11,38%. Isto representa a reposição com base no IPCA (Índice Nacional de Preço para o Consumidor) de 2015 e mais um percentual de 1,42% que o governo estadual ficou devendo da data-base do ano passado. Somando tudo dá o percentual que estamos reivindicando?, disse Izac Jacson, secretário-geral da CUT/AL. O governo de Alagoas já fechou acordo com as polícias civil e militar. A proposta dos servidores, se aceita, aumenta a folha salarial, atualmente, em R$ 275 milhões. O Estado alega que os gastos atual estão em 48,5% da receita. Isto significa dizer que extrapolou 1,5% da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que fixa 47% da receita com despesa da folha do funcionalismo.