Política
Funcionalismo deve deflagrar greve geral
O aprofundamento da crise econômica, a disparada da inflação e a saída da presidente Dilma Roussef (PT), além da posição do governador Renan Filho (PMDB) de não repor nem as perdas inflacionárias, podem empurrar a CUT para a convocação de uma greve geral. Quem garante é a presidente da entidade, Rilda Alves. Ela disse que a entidade, que agrega o maior número de sindicatos de servidores públicos de Alagoas, tem tentado, sem sucesso, uma conversa com o governador desde abril. As tentativas de encontro amigável ocorreram antes mesmo do próprio governador alertar que não tem recursos, por conta da queda de receita, de conceder qualquer tipo de aumento. Com o passar do tempo, não só ele, mas até mesmo o secretário estadual da Fazenda, George Santoro, revelaram que o risco de um reajuste, no momento, é gerar o comprometimento da folha de pagamento, como vem ocorrendo em outros estados. Para Rilda, entretanto, o maior problema é que os trabalhadores alagoanos já vêm acumulando perdas desde o ano passado. ?Em 2015, nem a reposição da inflação tivemos e, agora, vem esse anúncio do reajuste zero para os servidores. É de conhecimento de todos que essa categoria é a que mais sofre com a crise?, disse Rilda. Por esta razão, considera fundamental um contato pessoal com Renan Filho e sua equipe para colocar todas as questões à mesa. É que, conforme dados apurados pela CUT, o Estado teria sim condições de, ao menos, repor as perdas inflacionárias pois teria melhorado sua arrecadação.