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Impeachment de Dilma mostra for�a dos cargos de vice

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A posse do presidente interino Michel Temer, por até 180 dias, em substituição a Dilma Rousseff, expôs mais uma vez a sina da política brasileira de ter vices se tornando titulares dos cargos pelas mais diversas circunstâncias. Temer é o terceiro vice-presidente a comandar o País em três décadas. Foi assim com José Sarney, que assumiu no lugar de Tancredo Neves, e Itamar Franco, com o impeachment de Fernando Collor. Isso dá notoriedade ao cargo, mas muita responsabilidade de se articular uma composição política para a chapa majoritária. No caso dos mandatos de governador e presidente, ao que parece, isso já é algo consolidado, mas em sucessões municipais no interior do País, nem sempre isso tem se confirmado. O fato, porém, é que o vice tem um papel institucional relevante, principalmente quando ele próprio se apresenta para o trabalho como o titular da gestão. Seja para cooperar com negociações, encaminhamentos e, eventualmente, assumir a função, sem que o mandato perca autenticidade e o ritmo quando têm o poder da caneta. A Gazeta, no contexto da atual conjuntura e a repercussão mundial dos últimos acontecimentos, voltou-se para o Estado e conversou com o vice-prefeito Marcelo Palmeira (PP) e o vice-governador Luciano Barbosa (PMDB).

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