Política
Programa injeta R$ 1 bi na economia do Estado
O governador Renan Filho (PMDB) e o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), vão liderar caravanas de governadores e prefeitos de capitais do Nordeste que vão a Brasília esta semana para tentar blindar o programa Bolsa Família e manter os investimentos do programa na região. A manifestação das duas maiores autoridades políticas do Estado repercutiu positivamente nos cenários social e econômico do Estado. Os prefeitos repetiram o que disse o presidente da AMA, prefeito Marcelo Beltrão, que o programa movimenta toda a economia do interior, principalmente em períodos de queda na receita tributária, de seca e de recessão. Um dos mais importantes economistas de Alagoas, o professor doutor Cícero Péricles, da Universidade Federal de Alagoas, depois de saber que o programa será redimensionado e poderá sofrer um corte de 50% dos recursos, se mostrou preocupado. ?O Bolsa Família tem um papel decisivo no combate à pobreza, às desigualdades sociais e à miséria no Estado de Alagoas?. Com base em dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Péricles disse que o programa atende 400 mil famílias alagoanas que recebem, por ano, cerca de R$ 1 bilhão. ?Este programa é muito importante para o País, principalmente para estados pobres como o nosso, daí os governantes e a sociedade como um todo precisam ter sensibilidade e trabalhar para manter o programa?. O orçamento nacional do programa está em R$ 28,8 bilhões distribuídos com cerca de 40 milhões de famílias em situação de pobreza. Mais da metade dos beneficiados (51,1%) dos inscritos está no Nordeste. O novo ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra (PMDB/RS), disse no início da semana passada que o programa será reavaliado para aumentar a eficiência. Este projeto de revisão vai cortar pessoas inscritas que tenham algum tipo de renda. O ministro não definiu o tamanho do corte e nem quando começa a revisão do programa.