Política
Helo�sa defende Lula pela 1� vez e ataca lideran�as do PFL e PSDB
Brasília ? Depois de passar 50 dias criticando o governo petista, a senadora Heloísa Helena (PT-AL) defendeu, ontem, pela primeira vez, a administração de Luiz Inácio Lula da Silva, ao rebater as críticas dos partidos de oposição. Uma das principais representantes das alas radicais do PT, com divergências públicas com o governo e com a cúpula do partido, Heloísa mostrou-se indignada, ao usar a tribuna do Senado, com as acusações feitas pelo PFL e o PSDB à condução das políticas social e econômica do governo. ?Por mais que eu tenha criticado e feito uma disputa política dentro do governo e do meu partido, não posso deixar de mostrar minha profunda indignação com aqueles que são responsáveis por terem sustentado uma política econômica que se ajoelha covardemente diante do FMI?, afirmou. A senadora chegou a chamar a oposição de mentirosa. ?Não vamos aqui instituir o prêmio do óleo de peroba para cara-de-pau. Mas espero que a gente possa fazer o debate em relação às políticas sociais, não à luz de uma cantilena mentirosa e enfadonha de tentar responsabilizar o governo com 50 dias em relação a todo o caos em que se encontra o País. Não dá para agüentar calada esta situação?, completou. A reação da senadora ocorreu logo depois dos discursos dos líderes do PSDB, Arthur Virgílio (AM), e do PFL, Agripino Maia (RN). O senador pefelista disse estar preocupado com os novos rumos da economia brasileira e que vislumbra um ?futuro negro?. ?Desemprego causa fome e até agora as medidas tomadas pelo governo Lula contra a fome, especificamente o projeto Fome Zero, estão no papel e são emergenciais?, afirmou. De forma irônica, como medida emergencial, ele sugeriu a aprovação de um projeto de lei que se encontra arquivado na Câmara dos Deputados, de autoria dos então deputados do PT Paulo Rocha e Aloizio Mercadante, hoje líder do governo no Senado, aumentando de 3 a 5 meses para 4 a 8 meses o período de recebimento do seguro- desemprego. ?O presidente veio pedir parceria. É essa que o PFL tem a oferecer?, disse Agripino. Após a provocação, Mercadante disse considerar demagógica a proposta de Agripino. E defendeu a definição de uma pauta qualificada na Casa, a começar pela reforma da Previdência, uma das prioridades do Executivo.