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Governo prop�e desconto de 60% em parcelas da d�vida

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Duas semanas após afinarem o discurso em relação às dívidas e os pedidos de alongamento de prazos ? a chamada moratória ?, secretários de Fazenda do Nordeste e restante do País se reúnem hoje com o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Tarcísio Godoy. Em pauta, a queda das contra-partidas e prorrogação dos pagamentos. Já a contra-proposta do governo é evitar a moratória e dar um desconto de 60% nas parcelas mensais da dívida pública dos Estados com a União. Mas a ideia do governo alagoano, assim como os demais estados do Nordestinos, é encontrar uma saída que promova, pelo menos, uma redução de 40% do valor dos juros embutidos nos repasses à União, referentes às dívidas públicas, sem descartar a postergação dos pagamentos para daqui a dois anos. Foi essa a proposta definida com os demais secretários do Nordeste e que foi na mala do secretário estadual da Fazenda George Santoro. Alagoas, assim como outros estados, até conseguiram liminar no Supremo Tribunal Federal (STF), que transforma em juros simples os valores a serem repassados à União. O problema é que o julgamento do mérito, que pode consolidar ou não esse acordo, não aconteceu. Ao invés disso, o STF deu prazo para que os estados e o ministério negociem uma saída viável que torne viável a sobrevivência econômica de ambos. O governo federal até acenou com a possibilidade de renegociação, porém, sem considerar moratória, entretanto, impõe aos estados um corte de gastos. No caso de Alagoas, desde que assumiu o cargo, o governador Renan Filho (PMDB) fez um ajuste de contas que proporcionou uma importante economia. As medidas que incluíram cortes de despesas e pessoal, incluiu também a renegociação de contratos. Diante da nova realidade e das dificuldades anunciadas pelo governo federal, com retração de repasses, Alagoas não descarta novos cortes, a fim de criar as condições que interessam também ao governo federal. Mesmo parecendo um ?remédio amargo?, o governo alagoano acredita que somente assim garantirá espaço em Brasília para a liberação de crédito. Isso também foi pedido na chamada Carta de Maceió, assinada pelos governadores nordestinos.

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