Política
Vereador aciona Conselho de �tica contra Silv�nio
É tenso o clima na Câmara de Vereadores de Maceió. Tudo começou quando o vereador Silvânio Barbosa (PMDB) pediu, em sessão ordinária na quarta-feira, dia 1º, que fosse designado um relator especial e votado em regime de urgência, projeto de lei de sua autoria que regulamenta o serviço de transporte complementar de táxis na capital. O vereador queria que a matéria fosse apreciada pelos parlamentares e votada ainda na terça, o que foi contestado pelo vereador Chico Filho (PP), integrante da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sob a alegação de que se tratava de um tema polêmico e que exigia uma análise técnica aprofundada. A fala de Chico Filho não agradou em nada ao vereador Silvânio Barbosa. Estava travada a partir daquele momento uma batalha entre os parlamentares, que iniciaram uma discussão em plenário. Nas galerias, transportadores complementares acompanhavam tudo, tornando o clima ainda mais tenso. Ontem, o clima se manteve tenso. Taxistas regulamentados pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) lotaram as galerias da Câmara, no Centro de Maceió, para pressionar os vereadores a não aprovarem o projeto de Silvânio Barbosa. Em torno de 70 a 80 taxistas acompanharam toda a sessão. A confusão foi parar no Conselho de Ética da Câmara, em forma de representação contra Silvânio Barbosa, apresentada por Chico Filho, que afirma, inclusive, ter se sentido ameaçado diante da fala de Silvânio que insuflavam os transportadores nas galerias. Silvânio Barbosa acabou retirando o pedido de urgência; ele já responde a outra representação no Conselho de Ética, protocolada por Fátima Santiago (PP). A Gazeta ouviu as versões. O vereador Chico Filho disse: ?No dia de ontem [quarta], o vereador Silvânio Barbosa pediu regime de urgência no projeto de lei dos transportes clandestinos e não havia motivo, nem previsão legal que sustentassem o pedido dele. Eu questionei. Ele, insatisfeito, acabou perdendo a compostura e passou a querer me jogar contra o pessoal [transportadores clandestinos], alterar tom de voz?, disse.