Política
Fiea v� recuo da crise econ�mica ap�s medidas do governo Temer
Indústrias cerraram as portas, outras fizeram cortes drásticos para conter despesas, foram obrigadas a demitir pessoal e ver, sem outra alternativa, uma legião de trabalhadores desamparados. O cenário desolador ainda persiste, mas no meio da ?hecatombe? vivida num dos mais graves momentos de crise econômica e política nacional, em que o desemprego atingiu a marca histórica de 11,2%, a expectativa é de recomeço. É dessa forma que empresários encaram o atual momento, com a mudança de comando do governo federal e a perspectiva de reestruturação do País, de resgate da credibilidade dos investidores e o fim de um período de recessão que esperam deixar para trás. Do grande ao pequeno empresário, a crise não poupou ninguém. Os que sobreviveram também tiveram que lançar mão de cortes nos custos para não encerrar as atividades. Em Alagoas, o cenário é o mesmo que nos demais estados da federação. Faltam empregos. Empresas fecharam porque não conseguiram se manter diante do impacto da crise econômica e as que permaneceram tentam agora ?respirar?, ganhar fôlego para retomar os investimentos, recontratar e recompor as perdas. A Gazeta ouviu o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), empresário José Carlos Lyra, que fez uma avaliação sobre o cenário econômico nacional no governo da presidente afastada Dilma Rousseff e falou da expectativa quanto ao governo do presidente interino Michel Temer. ?Após Dilma ser afastada, humor do empresariado também mudou? Ele avalia que as perspectivas para o País sair da crise virão a médio prazo, ou seja, ao final de 2017 a economia deve começar a dar sinais de recuperação. ?E um ano e meio para a economia é muita coisa?, afirma José Carlos Lyra, ao dizer que o primeiro ponto positivo foi sentido pouco depois do afastamento da presidente Dilma. ?Sem nenhum demérito, o governo da presidente estava muito desgastado. No momento que se afastou a presidente, houve uma mudança no humor empresarial?, afirma ele. José Carlos Lyra destaca que é possível sentir esse humor no empresariado ao se avaliar a mudança na Bolsa de Valores, na queda do dólar. ?Sabe-se que a crise é de uma dimensão imensa, chegou-se ao fundo do poço, com um deficit orçamentário de R$ 170,5 bilhões. Dilma havia pedido R$ 96 bilhões, e fica essa guerra política, mas o fato é que o cobertor está curto. Você cobre os pés e descobre a cabeça e vice-versa. Então, foi preciso aprovar um orçamento com um deficit bilionário. Fazia muitos anos que isso não ocorria. Foi mascarado em alguns governos. O ministro anterior, Mantega [Guido Mantega, ministro da Fazenda de Dilma] mascarou muita coisa e agora não deu mais para mascarar?, afirmou o empresário.