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Federa��o � contra volta da CPMF

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Quanto a uma das primeiras medidas econômicas de Temer que determina a devolução pelo BNDES de R$ 100 bilhões, o presidente da Fiea cita a avaliação feita por especialistas, que, segundo ele, afirmam ser uma decisão legal. ?Se está devendo, devolve que é para reforçar um pouco o caixa. O que o empresário espera, e que o presidente está prometendo não fazer, é que ele não crie impostos. A volta da CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras], por exemplo, nós não aceitamos?. E explica por que não aceitam: ?O setor produtivo está na lona. Esta semana [que passou] chegamos a 11,2% de desemprego, e nós estamos demitindo porque não temos mercado. Estamos perdendo vendas. O setor produtivo não aceita a volta da CPMF, porque o empresário quando está sem dinheiro não cria imposto, ele reduz seus custos. Enxuga sua empresa. Faz projeto para melhorar a produtividade, reduz mão de obra, investe em tecnologia, mas o governo criou esse mau hábito de que ele aumenta as despesas e aumenta os impostos. Quer dizer, não paga a conta. Quem paga sempre somos nós, pessoas e empresas?, disse, ao revelar que o setor, liderado pela CNI, ?já está se mobilizando para que isso [a volta da CPMF] não aconteça?. Com esse objetivo, o presidente da CNI, de acordo com José Carlos Lyra, esteve em uma reunião com Michel Temer, durante a qual falou que a classe não aceita a volta da CPMF e entregou a ?Agenda para o Brasil sair da crise?, documento elaborado pela confederação. É a proposta do que a indústria acha que é possível fazer?, afirmou, ao revelar que no próximo dia 10 haverá uma reunião, em São Paulo, na sede da CNI, do Conselho da Indústria, com todas as federações e associações de classe, para fazer uma análise dos primeiros 30 dias de governo. Fazer as críticas e levar para o governo. Ele tem tido uma boa interlocução com o setor produtivo, tem procurado ouvir todo mundo. Tem sido muito aberto?, diz. O presidente da Fiea considera que no ponto em que o País chegou, ?não tem milagre. A gente sabe que este ano vai ser de arrocho e o próximo também?. A expectativa do empresariado, segundo ele, é que Temer assuma de fato o comando do País, com o impedimento de Dilma sendo aprovado pelo Senado. Para o empresário, ?nesse momento Dilma não tem o Congresso, não dá para voltar mais. Acho que é uma página virada, porque não tem como governar. Se voltar, aí o desastre é maior. O retrocesso vai ser grande. Nós temos que apostar e pedir que esse governo dê certo. Ele diz que não vai para a reeleição, e aí a gente tem que pensar num líder, porque hoje há uma pobreza de líderes?, avalia.

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