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Governadores recorrem ao Senado contra d�vida

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A cartada final do governo federal em relação a um acordo que beneficie os estados e o Tesouro Nacional sobre as dívidas com a União ainda não foi dada. Mas, com as cartas postas na mesa, o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB) vai usar todo o seu prestígio e influência política para viabilizar a sobrevivência dos entes federados que estão com a ?corda no pescoço?. Conhecedor da realidade nacional e seu desdobramento em Alagoas, cujo comando está com Renan Filho (PMDB), o presidente do Senado sabe que pode ser decisivo na construção de um acordo. Amanhã, em Brasília (DF), ele se reúne com os governadores para reforçar a pressão e a articulação das questões legais que envolvam a busca de uma saída para os entes endividados. Um entendimento que vem ganhando força, desde a semana passada, quando se reuniram com o presidente interino Michel Temer, é que comecem a pagar os juros da dívida após dois anos de carência, e que suas parcelas se estendam por 20 anos. Temer, assim como os técnicos do Ministério da Fazenda, ouviram a proposta, mas condicionaram qualquer situação de moratória a mais cortes nos gastos com pessoal terceirizado, ou de cargo em comissão, para que não haja crescimento de receita com pessoal, além da redução de gastos correntes, nos próximos dois anos, para que não se diluam com os gastos inflacionários. Além da articulação política com o Senado Federal, outro encontro de relevância ocorrerá diretamente com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Caberá a ele fazer a costura final que envolva as negociações políticas com necessidades dos cofres públicos em também arrecadar, a fim de fazer com que o ajuste fiscal ocorra dentro de uma realidade. Os governadores nordestinos estão unidos em torno do mesmo discurso, no sentido de que a moratória, mais a retoma de investimentos do governo federal, por meio de projetos, deve aliviar os efeitos da crise e criar novos cenários.

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