loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 23/07/2026 | Ano | Nº 6273
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Contraproposta da Uni�o � rejeitada pelos estados

Ouvir
Compartilhar

Não agradou em nada aos estados a contraproposta feita pelo Ministério da Fazenda de pagamento da dívida pública com a União. Frustrados, foi como disseram se sentir secretários estaduais da Fazenda que participaram, ontem, de reunião com o secretário executivo do Ministério, Tarcísio Godoy. Esperavam sair com uma notícia alentadora para quem afirma estar com a corda no pescoço, tamanho o valor do débito praticamente impagável que muitos possuem, e a princípio rejeitaram o que foi anunciado, mesmo diante da alegação de que a União deve ter um custo de R$ 28 bilhões com a nova proposta. O governo não aceitou o pedido de carência de 24 meses, período em que os estados ficariam livre do pagamento das parcelas da dívida com a União e, por sua vez, propôs escalonar a suspensão do pagamento da dívida pedida pelos estados. Pela proposta do governo, seria dado um desconto por 18 meses, mas com um aumento gradual no valor das parcelas. No primeiro mês, os estados não pagariam nada, mas, no segundo, pagariam em torno de 5%, e assim por diante até chegar a 100% no 19º mês. Para os secretários, não há muita diferença no que o governo propôs ontem em relação ao que havia sido apresentado pela gestão anterior, da presidente Dilma Rousseff. À época, a Fazenda propôs um desconto de 40% nas parcelas da dívida durante 24 meses. O custo dessa operação seria de aproximadamente R$ 26 bilhões. Os estados não aceitam nenhuma das duas propostas. Insistem nos 24 meses de suspensão ? carência, sobre o valor total das parcelas. Consideram a proposta apresentada ontem pelo governo acanhada em relação ao que esperavam. De acordo com a Agência Estado, ?a proposta de alongar a dívida por mais 20 anos além do prazo já estipulado nos contratos foi reafirmada pela Fazenda?, o que também foi considerada como ?insuficiente? pelos secretários presentes à reunião. Eles entendem que a carência é necessária para conseguir sobreviver sem colapsar outras áreas como a saúde e afirmam que a retomada do crescimento do País não vai acontecer com os estados quebrados?.

Relacionadas