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Rui culpa crise por lentid�o em obras na capital

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A crise política e econômica do governo federal inviabilizou quase 50% dos investimentos previstos pela Prefeitura de Maceió para os setores da saúde, educação e obras de infraestrutura da cidade. Admitiu, ontem, o prefeito Rui Palmeira (PSDB), ao participar da assinatura do convênio de parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas (ABIH/AL) de cooperação e para o lançamento das estratégias de marketing com o objetivo de divulgar as potencialidades turísticas da cidade no Brasil e exterior. O turismo é um dos poucos setores que sobrevive à crise e mantém investimento no Nordeste e particularmente em Alagoas. Ao prestar contas da gestão, o prefeito Rui Palmeira disse que foi obrigado a reduzir investimentos em setores fundamentais como a saúde e educação, por conta da crise do governo federal. ?Em 2013, a gente imagina poder reconstruir 50 escolas públicas municipais. Não vamos conseguir. Foi possível reformar 20 escolas. Isto porque houve retração de recursos púbicos?, disse o prefeito ao justificar que a mesma coisa ocorreu na saúde pública. ?Na saúde vamos conseguir fechar o mandato com 10 novas unidades, entregar duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) funcionando nos bairros do Trapiche da Barra e Benedito Bentes?, diz. A crise, segundo o prefeito, atingiu todas as áreas da administração pública municipais e isto obrigou a prefeitura a promover retrações nos investimentos para garantir o pagamento do funcionalismo e dos compromissos em dia. ?Havia intenção em fazer investimentos em obras de infraestrutura, mas tivemos que recuar também e permanecemos na expectativa do governo federal autorizar a prefeitura a contrair empréstimos externos de US$ 170 milhões (cerca de R$ 500 milhões)?. Os dois pedidos de empréstimos tramitam no Tesouro Nacional e no Senado. As autorizações só devem sair no final deste ano ou no início do próximo ano. A prefeitura já sabe disso. Os empréstimos que a prefeitura tenta contrair não é dinheiro do governo federal. Mas depende de autorização federal, que neste caso funcionaria como fiador. Os pedidos de empréstimos ficaram parados em Brasília dois anos. No ano passado, a presidente afastada Dilma Rousseff prometeu ao prefeito que iria determinar a autorização. Mas com o agravamento da crise política a autorização não aconteceu. Os recursos seriam aplicados, de acordo com o prefeito Rui Palmeira, em obras de revitalização da lagoa Mundaú que se encontra abandonada desde gestões anteriores e voltou a ser ocupada com barracos de moradores sem teto. Uma parcela seria aplicado no saneamento do litoral norte que vem sendo ocupado pela especulação imobiliária e praticamente não tem rede de saneamento.

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