Política
Campanha tem modelo defasado
Os becos das favelas de Maceió quase nunca veem figuras ilustres como em época que antecede as eleições. Os bairros da chamada periferia são os preferidos pelos candidatos quando o assunto é angariar votos. Vale tudo para convencer o eleitor a votar: desde o tapinha nas costas até dançar forró em período de festas juninas como agora; comer à mesa nas casas mais humildes; um bate papo como se amigos de infância fossem a promessas de transformar em um mar de rosas a vida de quem nas vielas da cidade sobrevive quase sempre esquecido no restante do ano. As cenas podem ser facilmente conferidas neste período que se aproxima da eleição municipal, se repete diariamente, inclusive nos fins de semana, feriados, em qualquer horário. Envolvem dos pré-candidatos a prefeito a pretensos vereadores. Do outro lado está o eleitor a recepcionar quem muitas vezes nunca apareceu na comunidade. O chamado modus operandi, expressão em latim que significa ?modo de operação?, utilizada para designar uma maneira de agir, operar ou executar uma atividade seguindo sempre os mesmos procedimentos, não mudou quase nada quando o assunto é fazer campanha eleitoral. Pelo menos na capital alagoana. O modus operandi segue a mesma linha, o mesmo formato, obviamente levando-se em conta as novas tecnologias e mídias, as mudanças na legislação eleitoral. A disputa que segue um modelo antigo de se fazer eleição, tem, em muitos casos, as mesmas caras na briga pela eleição ou no apoio para que isso aconteça. Aliás, com a mudança eleitoral, que mexeu com o financiamento de campanha, os candidatos estão tendo mesmo que investir no antigo modelo de angariar votos, aquele em que o obriga a seguir de casa em casa. A tendência é que as campanhas sejam mais baratas e pulverizadas, por isso mesmo o modo de agir segue na base do porta a porta.