Política
Caixa 2 penaliza candidatos mais pobres
A promessa de ofensiva da Justiça Eleitoral e dos Ministérios Públicos Federal e Estadual contra o Caixa 2 e a compra de votos, como mostrou a Gazeta em reportagem especial do último domingo, causou muita movimentação nos partidos políticos e pré-candidatos. A maioria disse que gostou e demonstrou apoiar os esforços para garantir eleições limpas. Porém, os políticos acham difícil se controlar os financiamentos de campanha que ocorrem nos bastidores políticos. O presidente do diretório estadual do PDT e coordenador da bancada federal de Alagoas, deputado Ronaldo Lessa, acredita que os políticos vão continuar fazendo ?caixa dois? nas eleições municipais. ?O Brasil vetou o financiamento público e o privado e isto favorece o caixa 2?. Lessa acha muito difícil a Justiça controlar ou evitar que empresários façam as doações de campanha porque, segundo ele, elas acontecem nos bastidores. ?Esta situação pode favorecer aqueles candidatos que têm bom poder aquisitivo. Os candidatos pobres podem ser prejudicados?. Porém, reconhece que a exposição de candidatura milionária chamará a atenção da Justiça Eleitoral. ?Mas as doações de caixa 2 e outros crimes devem permanecer invisíveis?. A proposta de renúncia coletiva que circula nos bastidores de Brasília diante das novas denúncias envolvendo a alta cúpula do PMDB, parlamentares de diversos partidos e ministros do presidente interino Michel Temer não deve prosperar. É a avaliação do deputado federal Ronaldo Lessa. ?Não acredito que os parlamentares do Congresso Nacional que eu conheça façam esta renúncia coletiva?. O presidente do PDT defende medidas concretas para sair da crise. Uma das medidas, segundo ele, é a revisão da Constituição Federal de 1988. ?Achar que a gente vai fazer reforma política com o Congresso que temos? É praticamente impossível. O que ocorreu até agora foi uma pequena reforma eleitoral?.