Política
Privatiza��o da Casal ganha mais for�a
Empresas estatais estaduais como a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) estão a um passo da privatização, processo que se arrasta há anos, mas que agora ganhou fôlego com o pacote de medidas do governo federal para reduzir a dívida dos estados com a União. A decisão só depende dos estados, segundo informou ontem o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. Ou seja, caberá ao governador Renan Filho (PMDB) dizer se este é o caminho ou não para a estatal que até outubro de 2015 acumulava um débito de R$ 1 bilhão, não tinha recursos para investimento e precisa de socorro financeiro para se manter. Projeto de lei chegou a ser enviado à Assembleia Legislativa Estadual (ALE) pelo ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), que propôs aumentar o capital da Casal, vendendo 56% das suas ações. Ou seja, a privatização. À época, a justificativa do governo foi a de que havia necessidade de investimento no setor e a dificuldade financeira da companhia para o fornecimento de água e saneamento no Estado. Em setembro do ano passado, em seu primeiro ano de gestão como chefe do Executivo estadual, Renan Filho, diante da pressão dos servidores da companhia, do Sindicato dos Urbanitários e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), pediu que o projeto fosse devolvido pela Assembleia ao governo do Estado. Em fevereiro, o governador havia se reunido com as categoria, afirmou que estava aberto ao diálogo, mas que o projeto não seria retirado da Assembleia até que o governo encontrasse alternativas para resolver a situação financeira da Casal. Venceu a pressão.