Política
Militares v�o �s urnas por vaga na C�mara de Macei�
Da caserna para a Câmara de Vereadores, ou até mesmo para a Prefeitura de Maceió. É o que querem os militares que irão disputar o voto da tropa, seja os da Polícia Militar ou Corpo de Bombeiros Militar, em outubro. Eles admitem que, numericamente, a base a qual estão ligados umbilicalmente com suas carreiras pode fazer a diferença desde que se una pra valer. Mas é aí que está o problema. Na guerra eleitoral, o projeto, em alguns casos, é coletivo, porém, há quem entre por determinação e vontade próprias. Para um dos veteranos em eleições, o soldado Wagner Simas, que desistiu de participar do próximo pleito, há quem aposte na divisão da base militar, justamente, para favorecer aos candidatos tradicionais. ?Não tenho dúvidas de que há essa articulação. Jogam força nisso para que não possamos ter um representante com voz ativa sobre nossos pleitos e também os dos servidores públicos?, disse Simas que preside a Associação dos Praças da PM. Desgostoso com o processo político, onde quase todos os partidos estão envolvidos em ?sujeira e corrupção?, disse que prefere observar o pleito à distância, mas garante ?que não jogou a toalha?. Ele disputou eleição para vereador em 2004, 2008 e também 2012. Já em 2006, 2010 e 2014, tentou uma vaga de deputado estadual. ?Na tropa, não há uma falta de consciência dos militares sobre a necessidade de ter um representante. Acho que está madura. Mas a questão, na verdade, é que fica dividida justamente quando há muitos candidatos?, revelou Simas. Em sua avaliação, o fato de alguns candidatos não levar em conta os coeficientes e o potencial de votos, acabou pulverizando o peso da corporação na hora de eleger o seu representante. ?Sofri com a interferência da cúpula da segurança que apoiou nomes para tirar voto da gente?, denunciou o presidente da Aspra, admitindo que em alguns pleitos mobilizou as associações, mas não teve a estrutura de toda a corporação.