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Terceiriza��o preocupa sindicatos Brasil afora

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A preocupação é uma só: o futuro das instituições sindicais e de conquistas asseguradas ao trabalhador brasileiro após anos de luta. Enquanto a classe empresarial aposta na retomada do crescimento do País com medidas que passam pela terceirização da mão de obra, as representações sindicais temem justamente o contrário, que a medida traga mais desemprego e a consequente ameaça à sobrevivência das instituições representativas dos trabalhadores, já que é da contribuição sindical que sobrevivem. Temem, sobretudo, pelo enfraquecimento das entidades enquanto força motriz na hora de negociar com os empregadores. A preocupação se estabeleceu a partir do momento em que cresceu no Brasil o movimento pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff. Até então, as correntes sindicais ligadas principalmente ao Partido dos Trabalhadores (PT) não acreditavam que Dilma viesse a ser afastada do comando da Nação e o próprio PT sofresse um abalo em seus pilares enquanto partido que afirma ter ?implantado no País políticas públicas jamais alcançadas?. Discurso que sustentava não apenas os comandantes do partido surgido da base sindical metalúrgica, mas as próprias representações de trabalhadores. Vieram o afastamento da presidente e a ascensão de seu vice, Michel Temer. Com elas, vieram a insatisfação dos dirigentes sindicais, que seguem a pregar o ?golpismo? e a fala de que o trabalhador mergulhará num retrocesso com a nova gestão presidencial. Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Alagoas, Rilda Maria Alves afirma: ?Temos feito algumas conversas com a nossa base com relação ao governo interino de Michel Temer, as medidas que ele tomou em menos de um mês e os estragos que já foram feitos. Isso tem afetado muito a classe trabalhadora, principalmente conquistas históricas, que custaram muita luta da classe trabalhadora e a gente está vendo hoje indo por água abaixo. Isso tem afetado diretamente as bases, tanto na esfera urbana quanto rural. Uma das questões é o Ministério da Previdência, um ministério histórico, criado antes mesmo do período da ditadura, e hoje extinto, como primeiro ato do governo interino?, pontua.

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