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Política

Agenda eleitoral contempla a cultura

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Identidade de um povo, a cultura é a soma de costumes, tradições e valores. O jeito próprio de ser, pertencer, estar e sentir o mundo, que leva o indivíduo a fazer ou a expressar-se de forma própria. Derivada do latim colere, a palavra cultura significa ?cultivar?. Na décima reportagem da série com os pré-candidatos a prefeito de Maceió, a Gazeta traz aos seus leitores o que eles pensam sobre o tema e suas propostas de gestão para o segmento O jornal já tratou de temas como saneamento, saúde, educação e transparência. ? PAULO MEMÓRIA (PTC) Entendemos que educação e cultura são complementos uma da outra. Por isso, uma das oito diretrizes do G-8 fala de Educação de Qualidade. Não poderia ser diferente esta preocupação e esta meta, também concernente à politica cultural a ser adotada. Dentro deste contexto, incentivaremos muito as atividades culturais na Escolas do Futuro, às quais já me referi aqui anteriormente. A cultura é a essência e a alma de um povo. Por esta razão, aumentaremos significativamente os recursos para este segmento marginalizado orçamentariamente pelo poder público em todos os níveis de poderes: federal, estadual e municipal. As escolas da rede municipal de ensino serão objetos de maciços investimentos na diversificação das múltiplas manifestações culturais dos valores regionais, em atuação conjunta e incentivada pela prefeitura, prestigiando e priorizando grupos e artistas alagoanos, no desenvolvimento desses projetos complementares à educação formal da sala de aula. Também pretendemos inovar neste aspecto da administração pública. Estamos avaliando a possibilidade de anunciarmos quem serão os gestores dos mais diversos campos de atuação da Prefeitura de Maceió, em um período que anteceda o dia da eleição. Desta forma, o povo maceioense estará elegendo um governo e não apenas o prefeito da cidade. Certamente o critério técnico será situação sine qua non na indicação do secretariado. Outro ponto que não abrirei mão na hora da indicação será o critério ético. Não admitirei secretários que respondam a processos de improbidade ou qualquer outra acusação de desvios do dinheiro público. Quero ainda, conversar com as categorias, para chegarmos aos nomes que serão indicados para as pastas municipais. Mesmo as indicações partidárias se submeterão a estes critérios prévios. Na Secretaria de Cultura não será diferente. Não acredito que a crise seja o principal fator para a falta de investimentos na cultura, servindo apenas como desculpa para a inoperância e falta de projetos para o setor. Acredito muito mais em gestões incompetentes e fraudulentas, aliado à falta de prioridades e compromisso de fazer da cultura um instrumento indutor da conscientização da cidadania e dos princípios e valores éticos da população, sobretudo das novas gerações. A atual gestão tem se revelado negligente e ineficiente no que diz respeito à valorização da cultura local. Foi assim no carnaval deste ano e agora no São João. PAULÃO (PT) Em lugar nenhum do mundo se faz cultura sem a participação popular. Cultura não se faz com projeto pronto, empurrando de goela abaixo da população. Cultura é uma ferramenta fundamental em qualquer organização. Na gestão pública esse setor, antes de tudo, requer ampla discussão com os segmentos que produzem e preservam os movimentos, a história e o legado de todo um povo. No meu governo, os projetos culturais hão de brotar da sociedade. Ao governo cabe incentivar a criação, a produção e, sobretudo, a preservação dos diversos pontos culturais de cada comunidade. Para definir o gestor da Secretaria Municipal de Cultura, o segmento cultural será ouvido. Dele sairá o nome que deverá fomentar as políticas públicas do meio cultural. Maceió é um celeiro de artistas, autores, intelectuais e produtores do meio cultural. Esse pessoal deveria ser considerado sempre em cada gestão. No entanto, o que acontece é que os gestores, ora nomeiam afilhados, correligionários, parentes ou, ora, barganham politicamente o cargo de secretário. Os exemplos estão aí para todo mundo ver. Nós faremos o que deve ser feito. Chamaremos o segmento e definiremos com ele quem deverá ser o gestor da cultura na cidade. A superação da crise econômica do País se dá através de parcerias. Há leis, tanto no plano federal como municipal, que estimulam a produção cultural, com o devido desconto de tributos no Imposto de Renda. Então, neste caso, cabe ao gestor público buscar essas parcerias para incentivar a produção cultural, valorizar a arte e instituir programas e políticas públicas que possibilitem a dinamização do setor. De maneira que sejam beneficiados os autores, artistas e produtores da cultura em qualquer área da cidade. É preciso que o gestor valorize o grande espetáculo, como também o ponto cultural mais simples na mais humilde comunidade. Nesse aspecto não pode haver discriminação. Em se tratando de apoio eu falo de cátedra. Por exemplo, enquanto deputado federal destinei mais de R$ 2 milhões para a Prefeitura de Maceió realizar o São João 2014 e a festa de aniversário dos 200 anos de Maceió, em 2015. Eu viabilizei os eventos. Quem gastou os recursos foi o prefeito da cidade. Como foi feito, claro, não fui consultado. JHC (PSB) A palavra cultura deriva do latim colore, que significa cultivar. A cultura, para além de uma forma de entretenimento, é a síntese da identidade cultural de um povo. Os costumes, a música, a arte, ou mesmo o modo de pensar e agir, fazem parte da cultura e garantem a singularidade da nossa gente. Em Maceió, somos brindados com uma cultura riquíssima, nossas rendeiras do Pontal vestem estrelas internacionais do cinema, temos a capoeira ? que foi utilizada em Palmares na defesa do Quilombo, cujo líder batiza nosso aeroporto ?, coco de roda, pastoril, uma culinária das mais ricas do Brasil. Como vir a Maceió e não degustar um legítimo sururu? Temos uma cultura que empresta aspectos de diversas regiões do Nordeste e torna nosso caldo cultural único, com um grande potencial para atingir o número máximo de pessoas ? turistas e locais. Segundo pesquisas, aproximadamente metade dos turistas têm interesse em conhecer a cultura e história do local em que visitam, mas se uma chuva se abate sobre Maceió, quais as opções que damos aos nossos visitantes ou maceioenses? Por que deixaram um projeto como a revitalização do Jaraguá, um bairro histórico e culturalmente rico, morrer? Essa abordagem da nossa cultura parte da escolha de uma pessoa técnica para a pasta cultural, e que tenha laços com aqueles que fazem a cultura em nossa capital, pois são essas pessoas que vivem e respiram o tema diariamente. Por outro lado, possuímos já alguns aspectos que devem ser alimentados para que cresçam e floresçam, a exemplo da nossa história indígena, nunca explorada, apesar de dar nome à própria cidade (massayó) e a bairros importantes como Ipioca. Aliás: poucos maceioenses sabem, mas um ilustre filho da nossa terra foi homenageado por uma das mais importantes capitais do Brasil, Florianópolis, que foi batizada como louvor ao Marechal Floriano Peixoto. Neste ano, assistimos a prefeitura se omitir, mais uma vez, ao deixar de realizar os festejos juninos, alegando ?falta de recursos?, mas que poderia ter incluído nesse circuito os sanfoneiros alagoanos. REGIS CAVALCANTE (PPS) A cultura é um elemento essencial para uma cidade com vocação turística, como é o caso de Maceió. Mas, infelizmente, a cultura seja como estrutura econômica, seja como entretenimento, em nossa cidade está muito longe do tratamento necessário à altura de sua importância. O que percebemos é a ausência de uma política de longo prazo, que leve em conta os aspectos mais relevantes quando tratamos de Cultura, a saber equipamentos culturais; formação de público ? desde a formação escolar - investimento em espaços culturais nos bairros, tratamento prioritário para as festas importantes da indústria turística, o Carnaval e o São João, investimento em festivais (gastronômicos, de teatro, de música, etc.), um calendário de Feiras de Livro, de Artesanato. Isso seria um bom começo. Com a imprescindível participação de todos os envolvidos em cada uma dessas áreas. O melhor gestor para qualquer secretaria é sempre alguém vinculado ao meio. Alguém que seja uma referência por sua qualificação e respeito entre seus pares. Somado a uma sensibilidade de trabalhar a diversa multiplicidade do fenômeno cultural pelo que tem de espontâneo e planificado como política de Estado. Alguém que saiba somar e multiplicar fatores e recursos em torno de um projeto compartilhado por seus agentes. A cultura é importante fator de política de emprego e renda, sobretudo quando incorporado a uma lógica empresarial, quando somamos e multiplicamos recursos e fatores, de múltiplos setores envolvidos. Daí a importância de articular as diversas esferas da administração pública, estadual e federal, para que não haja dispersão de recursos, mas uma política compartilhada, inclusiva e participativa com a comunidade artística e dos empreendedores. A cultura, na verdade, nesses treze anos de governos do PT foi aparelhada, tornando-se mais um elemento de propagando do governo, beneficiando seus filiados ou cooptados de sempre. O apoio não deve ser apenas para alguns, mas para todos os que atuam na área, em função de uma política cultural de longo prazo e aberta ao empreendedorismo cultural por meio da junção de diversos setores afins para multiplicar recursos. Em minha gestão, a Cultura receberá o tratamento mais profissional possível. CÍCERO ALMEIDA (PMDB) O Plano Nacional de Cultura aprovado pela Lei 12.343/2010 estabeleceu as diretrizes para que o poder público nas diferentes esferas de atuação formule sua política cultural através de programas que conduzam à efetivação dos objetivos, diretrizes e metas dirigidas à promoção e proteção da diversidade cultural, da criação artística e suas manifestações e as expressões culturais, individuais ou coletivas. Durante a nossa gestão à frente da Prefeitura de Maceió, incentivamos os mais diferentes segmentos da cultura, sobretudo com a organização dos movimentos responsáveis pela cultura popular. O programa Maceió Viva Cultura promoveu a apresentação de diversos grupos nas mais variadas áreas como a música que além de prestigiar artistas locais revelou novos talentos sobretudo com as apresentações no Posto 7 e em diversos bairros da capital, O Cine Viva Cultura foi o programa que levou a apresentação de filmes a diversos bairros além do apoio a diversos festivais de poesia e literatura. A mais importante ação da nossa gestão foi a assinatura com o Ministério da Cultura de convênio para a implantação de dois CEUS ? Centros de Artes e Esportes Unificados. Praças cobertas com equipamentos de ginástica, sala de dança, biblioteca, telecentro, sala multiuso e cineteatro para 48 lugares. Os recursos ficaram depositados na Caixa Econômica para que fossem construídos estes equipamentos na Santa Lúcia e no Conjunto Frei Damião. Infelizmente a administração que nos sucedeu não se interessou pelo projeto. Além dessas ações, primamos em garantir para a população as comemorações das principais festividades do calendário cultural e turístico da cidade como o Natal, as prévias carnavalescas, e o São João e com muita tristeza presenciamos em 2016 a falta de apoio da gestão atual para as prévias carnavalescas e a inviabilização do São João em nossa cidade. O próximo gestor deverá exercer todos os esforços possíveis para aderir à política cultural prevista no plano nacional de cultura, além de retomar esforços para implantação dos CEUs e devolver ao maceioense o máximo da sua expressão cultural. RUI PALMEIRA (PSDB) A partir da experiência exitosa que tivemos na atual gestão, priorizando a escolha técnica do gestor da pasta, pretendemos consolidar a nova Lei de Incentivo à Cultura, que promulgamos em 2015, e que prevê o fortalecimento do Fundo Municipal de Cultura, com a política de editais que iniciamos. Outro projeto é o de institucionalizar o nosso calendário cultural, uma agenda de eventos que inclui o Maceió Verão, o Xangô Rezado Alto, a retomada do Carnaval, o Festival do Bumba Meu Boi de Maceió, as festas juninas, o mês das Tradições Populares em Agosto, o Saurê Palmares, o aniversário da cidade, os festejos natalinos e o reveillon. Vários destes eventos ocorrem de forma descentralizada, contemplando os 50 bairros da cidade, o que amplia a participação popular e fortalece as cadeias produtivas relacionadas à economia da cultura. Além disso, pretendemos estimular projetos que unam a Cultura com outros setores do município, como a educação, saúde, assistência social na implantação de ações voltadas notadamente para as comunidades de maior vulnerabilidade social. E investir cada vez mais na formação e consequente formalização de grupos culturais, que possam cada vez mais acessar recursos por meio de editais. Uma das marcas de nossa gestão tem sido acessar recursos advindos de outras fontes, que não dependesse totalmente do nosso orçamento. Pretendemos ampliar a captação de emendas parlamentares na esfera federal, dos programas nacionais de apoio à cultura, o Fundo Nacional de Cultura, a própria Lei Rouanet, sem falar nas parcerias com a iniciativa privada. A nova Lei de Incentivo Municipal prevê que as empresas locais podem deduzir de seus impostos municipais e depositar diretamente em nosso Fundo de Cultura, que destinará os recursos para novos editais. Vamos fazer uma campanha que incentive este tipo de repasse. Avançamos muito nestes últimos anos em nossa gestão. Saímos de um orçamento da FMAC que há anos não superava os 3 milhões de reais, e chegamos em 2015 a triplicá-lo, indo para mais de 10 milhões, sem contar os valores captados em emendas parlamentares e patrocínio privado. Somos responsáveis pela implantação de uma política de editais, que permitiu a democratização do acesso ao recurso público, acabou com as famosas ?panelinhas?, o fim da interferência de estranhos na contratação de artistas. Após sete anos sem funcionar, reformulamos o Conselho Municipal de Políticas Culturais, com participação dos segmentos da sociedade civil. Chegamos a injetar ao longo destes pouco mais de três anos mais de R$ 30 milhões em projetos e ações culturais, estimulando a geração de trabalho e renda. Criamos novos produtos culturais vitoriosos, como o Giro dos folguedos, o Maceió Verão e o Saurê Palmares.

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