Política
Pr�-campanha eleitoral come�a nas redes sociais
Se o calendário eleitoral ainda não permite propaganda nos meios tradicionais de comunicação, é na internet onde ela já é real. Por meio das redes sociais, os principais nomes na disputa ao cargo de prefeito da capital dividem com seguidores tudo o que fazem. Quando convém, até interagem encurtando a distância e, quem sabe, garantido um futuro voto em outubro. A divulgação, muitas vezes travestida de um desabafo ou uma foto despretensiosa num evento, vai se espalhando, atraindo curtidas, comentários e compartilhamentos. Uma outra característica é que por ser livre, ou totalmente aberta, as redes sociais acabam criando condições iguais para todos. Claro que os que têm mais recursos, dificilmente, são os responsáveis pelas atualizações. Em geral possuem estruturas que contam com profissionais que garantem essa tarefa diária. Isso garante cliques que acabam sendo analisados para traçar estratégias de mídia. Isto porque nem todas as postagens costumam motivar interações. Elas dependem do tema, do horário, do público que se quer atingir e, principalmente, do momento da campanha. Em geral, tem havido um distanciamento do eleitor dos candidatos que não apresentam propostas. Isso não quer dizer que os que optam pela baixaria não consigam audiência. De fato ela até existe, mas não é vista como forma eficiente de garantir votos mais adiante. Sobre a quantidade de seguidores, conforme determina a legislação, ela não pode ser de forma patrocinada. Ou seja, os candidatos não poderão pagar aos provedores ou diretamente as empresas que administram as redes para ganhar mais espaço e aparecer de forma involuntária durante a navegação dos internautas. É aí que os que têm mais empatia com os internautas levam vantagem.