Política
Fraude come�a na pr�-licita��o
Nem a Secretaria Estadual da Educação e nem o governo do Estado foram alvos da operação, disse o superintendente em exercício da PF, André Santos Costa, ao acrescentar que as investigações ocorrem em cinco municípios. Os fatos investigados basicamente se resumem a um grupo de empresas que participava de fraude desde o processo pré-licitatório, revelou o delegado Roberto Curi. ?Desde a fase de coleta de preço, eram escolhidas as empresas para fornecer a cotação de preço dos municípios muito distantes da cidade que promovia as licitações. Por exemplo, Traipu cotava preço apenas de empresas estabelecidas em Maceió. Qual o critério para isso? Eles vão ter que explicar para a gente?, disse o delegado que preside as investigações. Dentre as empresas que participavam do processo de licitação, a PF e a CGU detectaram coincidências no quadro societário, como grau de parentesco e empresas inexistentes. ?Existem indícios robustos de fraude desde a fase da pré-licitação. Tudo era preparado para que o pregão da merenda escolar acontecesse de forma desvirtuada?. As empresas investigadas atuavam em mais de uma prefeitura. As pessoas indiciadas cederam as empresas, outras emprestaram os nomes deles e ajudaram a produzir documentos para as fraudes, algumas forneceram as identidades para constituição de empresas que nunca existiram. Dois secretários municipais de Traipu estão sendo investigados porque assinaram a ordem de processos licitatórios de maneira imprópria para esse procedimento administrativo. ?Esses dois secretários colaboraram de alguma forma para a efetivação da fraude?, afirmou o delegado Roberto Curi.