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DISPUTA EMBA�A INDICA��O DE ALAGOANO

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O que era dado como praticamente certo ganhou contornos que esbarram numa queda de braço cujo vencedor já não se sabe. O nome do deputado federal Marx Beltrão (PMDB-AL) deveria ter sido anunciado, no máximo, até o fim de semana para ministro do Turismo no governo interino do presidente Michel Temer. O parlamentar seria o segundo alagoano a ocupar um ministério da gestão de Temer. Maurício Quintella (PR) foi o primeiro, ocupando o cargo de ministro dos Transportes. Marx Beltrão assumiria o cargo que se encontra vago desde a saída de Henrique Eduardo Alves, que pediu demissão após ser citado em delação premiada na Operação Lava Jato. Um novo personagem, porém, surgiu no caminho e pode mudar o quadro, ou seja, impedir que Temer nomeie Marx Beltrão, que tem, segundo a Gazeta apurou, a preferência de mais de 50 dos 68 deputados federais do PMDB. Nota publicada na Coluna do Estadão, assinada por Andreza Matais e Marcelo de Moraes, informa que ?se nomear o deputado Marx Beltrão para o Turismo, Michel Temer agrada a Renan Calheiros (presidente do Senado), mas perde o senador Benedito de Lira (PP-AL) no processo do impeachment? [de Dilma Rousseff]. O olhar de Benedito de Lira estaria voltado única e exclusivamente para um alvo: uma vaga para o Senado em 2018. Enquanto ministro, e com apoio da ampla maioria dos deputados federais do PMDB, Marx Beltrão sairia fortalecido para a disputa e uma possível vitória, deixando para trás Benedito de Lira. A ameaça teria incomodado o senador. Benedito de Lira, segundo a imprensa nacional noticiou, teria, inclusive, mandado recado ao Palácio do Planalto sobre sua insatisfação e sinalizado para uma mudança na votação da cassação de Dilma. O PP, que na Câmara votou favorável ao afastamento da presidente, mudaria seu voto no Senado.

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