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JULHO � M�S DECISIVO PARA SELAR ALIAN�AS

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Os 2,1 milhões de eleitores alagoanos assistirão, a partir de agora, o acirramento das discussões dos partidos políticos para eleger os 102 prefeitos e cerca de mil vereadores às Câmaras Municipais. O maior colégio eleitoral é o da capital, com 577.991 eleitores, conforme estatística do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de maio passado. Como acontece em todo o País, quando o assunto é eleições municipais os eleitores torcem o nariz e não poupam adjetivos pejorativos contra os candidatos. A maioria não esconde a decepção com os partidos, com os políticos e relaciona a atividade política com os escândalos de corrupção investigados pela Operação Lava Jato. O morador mais antigo da Grota do Arroz, área pobre do bairro de Cruz das Almas, aposentado José Olívio, de 68 anos, ao perceber que o prefeito Rui Palmeira (PSDB) e o governador Renan Filho (PMDB) andavam pelas ruas do bairro, desabafou: ?eles só aparecem aqui nos períodos de campanha eleitoral, depois desaparecem?. O prefeito e o governador tentam manter a aparência nas inaugurações e nas solenidades de autorização de ordens de serviços nas comunidades. Nos discursos trocam farpas, como ocorreu durante a inauguração da UPA do Benedito Bentes. E como motivar os eleitores diante de um cenário de debates que começa a ficar tenso, da crise econômica, do crescimento do desemprego e da recessão que leva à falência a maioria das 5,5 mil prefeituras brasileiras e escândalos que se multiplicam no cenário político? Este é o desafio dos partidos e dos políticos. As convenções devem acontecer de 20 de julho a 5 de agosto. Nestas eleições municipais, o presidente do TRE, desembargador Sebastião Costa Filho, destaca que os candidatos não poderão gastar fortunas das doações de campanha das empreiteiras e das empresas interessadas em fazer negócios com dinheiro público, terão menos tempo de propaganda eleitoral e serão monitorados pela Justiça Eleitoral, que já declarou guerra ao caixa 2 e à compra de votos na periferia das cidades.

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