Política
MG quer celeridade em julgamento
Os prefeitos das cidades mineiras de Canápolis e Capinópolis, além de outros políticos, estiveram na manhã de ontem no Tribunal de Justiça (TJ) para solicitar que a questão das usinas pertencentes ao Grupo João Lyra e situadas na região seja resolvida o mais rápido possível. Os gestores querem que a Justiça resolva o problema criado com o fechamento das unidades. Apesar de os políticos defenderem a venda das empresas, sabe-se que, com a recuperação judicial, o valor agregado seria bem maior e suficiente para sanar as dívidas com impostos, trabalhadores e fornecedores. As usinas Triálcool e Vale do Paranaíba, que ficavam situadas nas respectivas cidades, fecharam em 2013, deixando cerca de 6 mil trabalhadores sem emprego. De acordo com a comitiva, encabeçada pelos prefeitos de Canápolis, Diógenes Borges, e Capinópolis, Dinair Isaac, o débito trabalhista deixado pelas usinas nas cidades fez com que ocorresse uma falência generalizada nos municípios. Segundo os prefeitos, existem usineiros interessados em comprar ou arrendar as empresas, mas as vendas ficam emperradas por conta dos recursos impetrados pelo Grupo JL. DISPUTA JUDICIAL O último foi uma ação de interdição parcial impetrada por uma das filhas dele. Isso, porém, levaria à nomeação de um novo administrador e permitiria um plano de recuperação em até dez anos sem a necessidade de pagamento imediato das indenizações trabalhistas e quitação dos demais credores. O prefeito de Canápolis disse que a dívida de impostos da usina com o município é de R$ 5 milhões. Em Capinópolis, esse valor chega a R$ 4 milhões. Fora isso, vários outros municípios no entorno dessas cidades dependiam indiretamente das usinas, conforme afirmam os gestores municipais. ?A situação é grave. O município passa por sérias dificuldades em decorrência do fechamento da usina, que era nosso maior empregador. Isso gerou um impasse social, com questões trabalhistas e também no nosso comércio, que deixou de receber?, afirma Borges.