Política
Estados do NE querem ajuda emergencial
Os estados apostaram que a partir do acordo firmado com o governo federal em relação ao pagamento da dívida com a União, o percurso seria menos difícil. Não previam que no meio do caminho esbarrariam no que pode ser um entrave para o andamento do processo: a Câmara dos Deputados. Na última quarta-feira, a Câmara rejeitou um requerimento de urgência para acelerar a tramitação do projeto de renegociação da dívida, deixando em alerta, mais uma vez, os governadores cujos estados, como é o caso de Alagoas, enfrentam uma maratona para tentar resolver de uma vez por todas o problema que trava a economia e investimentos no desenvolvimento local. A decisão da Câmara foi tida como a primeira grande derrota do presidente interino Michel Temer e expõe o outro lado da moeda que ele terá pela frente: a força do Congresso. Ontem, o governador Renan Filho (PMDB) falou à Gazeta sobre a decisão da Câmara de rejeitar o pedido de urgência para o projeto que trata sobre a dívida. O chefe do Executivo estadual é um dos gestores que tem se empenhado desde que assumiu o comando de Alagoas para encontrar uma saída que torne exequível o pagamento das parcelas de juros da dívida, que todo mês ?arrastam? em torno de R$ 57 milhões dos cofres públicos. ?Espero que a Câmara dos Deputados entenda e compreenda a dificuldade financeira que passa o Brasil. É fundamental que tenhamos uma solução que possa trazer condição financeira e autonomia financeira aos estados para cumprir seus compromissos, realizar os investimentos que a população precisa?, afirmou o governador Renan Filho. E falou de sua expectativa diante desse novo momento. ?Eu tenho a expectativa que o projeto seja aprovado. Se não for, sem dúvida viveremos dias bastante difíceis?.