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EDI��O FIM DE SEMANA CATIVA MERCADO DE AL

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Mudar não é fácil. Quem está bem, quase sempre costuma se manter como está. Mas essa não é, nem nunca foi a filosofia da Gazeta, que há 82 anos faz, vive e conta a história do Estado. O impresso tem a marca e a força de seu criador, o jornalista Arnon de Mello. E é com essa energia, que até hoje move seus profissionais, que estamos chegando até o leitor com a edição especial Fim de Semana, colocando um ponto final da intermediária de sábado. O que parece algo simples sacudiu a redação, o mercado publicitário e motivou, ainda mais, a equipe de reportagem. Isto porque com uma edição mais condensada, as chamadas matérias especiais ganham ainda mais profundidade e riqueza de detalhes. Estes dois elementos ímpares no jornalismo impresso a Gazeta faz com maestria. A prova disso é que nas últimas décadas é o veículo mais premiado de Alagoas, contando com uma equipe que reúne os mais experientes profissionais de todas as áreas. Com esse jeito arrojado de conduzir e levar informação, a Gazeta não teme o novo, nem o moderno. Por isso que sua linguagem, mesmo com a transição do analógico para o digital, consegue continuar seduzindo quem gosta da boa informação e da leitura apurada. Afinal, o instantâneo é quase sempre igual e desaparece com a mesma velocidade. Mas o conteúdo costuma sedimentar-se e formar opinião sólida. Essa foi a impressão de alguns dos muitos líderes de diversos segmentos comerciais e empresariais de Alagoas. Procurados pela reportagem, ainda sob o impacto da mudança, eles contaram o que pensam sobre os novos rumos tomados e o que pode vir. Até porque o futuro é uma eterna desconstrução do presente e do passado. Para o presidente do Instituto Arnon de Mello, Carlos Mendonça, que acompanhou de perto a transformação e conhece a história da Gazeta, a medida, além de acertada, inovou, mais uma vez, no mercado editorial. ?Isso é o resultado da racionalidade. De uma competência, já que estamos atendendo a uma demanda dos jornalistas, dos nossos gráficos e, principalmente, dos leitores. Foi a coisa racional. E quem tem um quadro de repórteres qualificados como a Gazeta tem vai continuar influenciando o mercado?, destacou. Ele lembrou que a logística do jornal, incluindo sua produção e distribuição, vai garantir mais agilidade de sua entrega. ?É uma Gazeta especial que evoluiu e leva para o leitor todo o material da semana e dos dois dias, atendendo em tempo hábil a expectativa do leitor?, acrescentou. Para o publicitário Hermman Fernandes, da Chama Publicidade, a mudança se adequa a uma necessidade do mercado. ?Achei uma medida inteligente porque conseguiu agregar mais conteúdo e mais profundidade. Além disso, recuperou algo que o bom jornalismo sempre fez que é a construção de matérias mais trabalhadas, no sentido de serem mais investigativas, em que os profissionais têm mais tempo de apurar e produzir a chamada ?grande reportagem?, que é importante chegar até o leitor no final de semana?, destacou. Sobre o aspecto comercial, ele acredita que a partir do momento que se tem mais conteúdo, mais qualidade agregada, naturalmente, a resposta para o anunciante também é positiva. ?É a oportunidade de oferecer um produto para o cliente, sem perder público?, considerou o publicitário. O secretário estadual de Comunicação, jornalista Ênio Lins, que durante décadas ilustrou as páginas do jornal com suas charges, também enalteceu o surgimento do caderno condensado. ?A edição de fim de semana, englobando sábado e domingo, é uma decisão inteligente e prática, pois há muitos anos, em praticamente todos os lugares do mundo, os jornais diários têm duas edições circulando no mesmo dia, pois a antecipação do número dominical se consolidou, em prejuízo do sábado. Era desperdício de trabalho e recursos. Agora as coisas se ajustam de forma coerente e contemporânea?, pontou. Já o secretário municipal de Comunicação, Clayton Santos, destacou a ousadia e o desejo do jornal se manter competitivo. ?Com mais esta atitude, a Gazeta abre espaço para, aos finais de semana, ofertar ao seu leitor um jornalismo de abordagem mais aprofundada em virtude do diferencial que o formato Fim de Semana permite. Um jornal com reportagens de maior fôlego, que se expande diante do factual e amplia o horizonte de análise: esta será uma das diretrizes que a Gazeta trilhará com seu novo formato?, diz.

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