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AGENDA POL�TICA PRIORIZA ESPORTE

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Nos chamados países desenvolvidos, a prática esportiva é incentivada aos quatro cantos, seja pelas escolas, seja por quem comanda a gestão ou por aqueles que percebem no esporte oportunidades de bem-estar, socialização, educação, cidadania e desenvolvimento econômico. Sim, o esporte também tem importância econômica, quando gera, por meio de competições, renda e emprego, além de criar caminhos para a ascensão social. No Brasil, porém, não são poucas as críticas relacionadas à falta de investimentos no esporte. E em Maceió, qual a situação do setor? O tema é abordado esta semana pela Gazeta aos pré-candidatos a prefeito, que apresentam suas propostas para o setor. PAULO MEMÓRIA (PTC) A prática do esporte sempre foi uma atividade essencial na história da humanidade. A sua importância vai da formação do caráter individual à integração social de uma cidade e até de um país. Podemos dizer que a atividade desportiva ajuda significativamente no desenvolvimento de valores éticos de uma sociedade organizada. Sem a menor sombra de dúvidas, pelo esporte promovemos a inclusão social, o convívio comunitário e a socialização de uma cidade, aproximando indivíduos, famílias e bairros. O melhor exemplo do que digo, é uma partida de futebol entre o CSA e o CRB no Estádio Rei Pelé, quando temos o congraçamento da democracia, misturando classes sociais, etnias e gêneros. Esta é, na minha avaliação, a função precípua do esporte na vida de uma cidade. Pela prática desportiva, pretendemos fazer de Maceió uma cidade mais inteira e integrada. Nelson Mandela dizia que ?o esporte tem a força de mudar o mundo?. Ele utilizou, com muita sapiência, o esporte como um fator de união entre negros e brancos. Na África do Sul, o rugby é o esporte de preferência entre os brancos, e Mandela fez de uma partida deste esporte, um fator de fortalecimento da união nacional na luta contra o regime de segregação racial do apartheid. Esta história é contada no extraordinário filme Invictus. A prática do esporte começou na Grécia antiga, quando os cidadãos praticavam esportes como uma forma de treinarem e permanecerem atentos para eventuais guerras entre as cidades-Estados. Não por acaso as Olimpíadas nasceram na Grécia. As atividades esportivas, como podemos observar, podem definir muito mais do que a formação de um cidadão, mas até a história e a consciência de uma nação. A questão do esporte abrange algumas das oito diretrizes defendidas pelo G-8, a exemplo da Saúde Preventiva; Educação de Qualidade e Segurança para todos. A prática do esporte é uma recomendação médica para a prevenção de diversas doenças. Por esta razão vamos transformar Maceió em uma academia a céu aberto, com um intenso calendário de atividades nas praças públicas, voltadas para a terceira idade, com equipamentos apropriados e profissionais qualificados para permanente avaliação e acompanhamento dessas atividades. Pretendo também implantar um programa de abertura de academias de ginástica nas escolas da rede pública municipal de ensino, inclusive nos finais de semana, para aqueles cidadãos que não tenham como pagar ou tempo para a prática de exercícios físicos em academias particulares. Pretendo ainda criar a prática desportiva voltada para as pessoas com deficiência, valorizando o esporte paraolímpico e não olímpico, incentivando e subsidiando, através de Leis de Compensações Fiscais, competições nacionais e estaduais dessas práticas desportivas. Vamos fortalecer e ampliar o esporte nas Escolas do Futuro, desde a iniciação até a disseminação esportiva, valorizando o esporte amador e recreativo, investindo e apoiando o esporte de alto rendimento, potencializando parcerias com a iniciativa privada e financiando os novos talentos do esporte em Maceió, para que possam participar em campeonatos e provas esportivas nacionais e internacionais. Tudo isso, certamente, se refletirá na política de segurança pública da cidade, pois iremos tirar muitos jovens das ruas. PAULÃO (PT) O esporte é fundamental para a vida. Quem não pratica uma atividade esportiva no seu dia a dia, certamente não tem uma boa qualidade de vida. Mas, além disso, o esporte é uma ferramenta essencial no processo de inclusão social, sobretudo dos jovens. A importância do esporte, em qualquer lugar, é reconhecida universalmente e sua prática raramente deixa de beneficiar o seu praticante ? seja criança, jovem, adulto ou idoso ? com uma boa saúde física e mental. Mais ainda, quando bem orientado, torna-se uma poderosa arma de desenvolvimento da cidadania. Basta observar que o esporte é uma importante arma social para melhor desenvolvimento de uma nação. Ele aproxima os povos e permite que estes exercitem não somente o corpo, mas também a mente, para que possam obter resultados mais expressivos na sua vida, seja ela profissional, estudantil ou dedicada ao lazer. Ele promove o intercâmbio do conhecimento de costumes, valores e desenvolve a consciência cidadã em todos os que se envolvem com as diversas modalidades esportivas. É indiscutivelmente uma ferramenta de valorização da cidadania. Como prefeito quero priorizar a integração do esporte com a educação, incentivando a prática do esporte já no ensino fundamental. Para isso, é necessária a contratação de profissionais especializados na área. O nosso governo vai priorizar o esporte nas comunidades, com a construção de quadras de esporte nas periferias, ação que fortalece o bairro e cria pertencimento. Na gestão atual da prefeitura de Maceió colocamos uma emenda de R$ 2 milhões, em 2013 para a construção da Praça da Juventude no Benedito Bentes, mas por conta da burocracia e da falta de compromisso a obra ainda não foi entregue para a comunidade. Os projetos brotam do meio. As ideias neste campo vêm dos desportistas, das associações, das federações de atletas, dos promotores do segmento. Qualquer que seja a gestão de uma cidade como Maceió não pode prescindir de ter uma parceria azeitada com o setor para fomentar políticas públicas que reafirmem o processo de inclusão social e despertem as noções de cidadania em cada criança iniciante nas modalidades esportivas. Mas é preciso que os gestores públicos criem alternativas ou incentivos para as entidades esportivas desenvolverem o trabalho de inclusão em cada bairro. Podemos fomentar o debate em torno de uma bolsa para a formação de jovens atletas, até como forma de prepará-los para as grandes competições nacionais e internacionais, como jogos olímpicos, por exemplo. É evidente que a formação de esportistas começa na infância, e a educação física nas escolas deve ser parte fundamental desse processo. Para isso, as prefeituras precisam estar envolvidas e fornecer subsídios para que escolas públicas tenham a estrutura necessária para cuidar da detecção e formação desses atletas, algo similar ao modelo adotado pelos norte-americanos, que acompanham o desenvolvimento de seus esportistas desde pequenos. RUI PALMEIRA (PSDB) Sempre acreditamos que o esporte tem um grande potencial de socialização, principalmente aquelas modalidades que podem ser praticadas em espaços públicos, em ruas, avenidas e praças. As corridas, o ciclismo, o futebol de campo, por exemplo, promovem a integração entre indivíduos e ao mesmo tempo trazem benefícios à saúde, se tornando até um ponto de transformação na vida das pessoas. Outro benefício é que os cidadãos passam a usufruir dos espaços públicos, a se apropriar de forma muito positiva da cidade, melhoram sua qualidade de vida, sobretudo, acabam por ser referências entre amigos e familiares na adoção de hábitos saudáveis com a prática dessas atividades na própria comunidade, no próprio bairro. Por tudo isso, desde que assumimos, estamos fazendo um forte trabalho na área do esporte e lazer, nas áreas prioritárias estabelecidas na Plataforma de Centros Urbanos (PCU) do Unicef, desde o fomento às atividades esportivas com a captação de grandes eventos, como foi com o Challenge Maceió ? que tem edição confirmada este ano ?, ofertando um Circuito Popular de Corridas de Rua, custeado pela Prefeitura, como também investindo na reforma e construção de áreas de esporte e lazer nas comunidades, com quadras poliesportivas, academias ao ar livre, sobretudo na periferia de Maceió, que estava esquecida. Desde 2013, foram reformadas as quadras das praças Xisto Gomes de Melo, do Mirante, da Grota do Rafael, no Jacintinho, Tenente Madalena, em Cruz das Almas, Terminal do Vergel e a Roberto Menezes. Também instalamos quatro Centros Esportivos de Lazer (CEL), na Vila Saem, Benedito Bentes, João Sampaio I e Bom Parto; assim como a Arena Benedito Bentes, uma grande área gramada no Benedito Bentes, mais 10 quadras poliesportivas reformadas em Maceió, todas pintadas, cercadas, com iluminação em um trabalho integrado entre as secretarias e superintendências. Nós entregamos também mais de 20 praças, sendo a mais recente a Praça da Faculdade. E esses recursos são, em sua maioria, arrecadação própria do município, mas também contamos com apoio da iniciativa privada para construção de novas praças e reformas, como no Benedito Bentes, Ipioca, Sanatório, Serraria, Chã da Jaqueira, Clima Bom, Cruz das Almas, Cidade Universitária, Petrópolis, Farol, Gruta de Lourdes, Guaxuma e Pontal. Também não posso deixar de citar o trabalho que tivemos em destravar o processo que garantiu a construção da Praça da Juventude, no Benedito Bentes. Toda a documentação estava parada desde 2012 na Prefeitura e o recurso prestes a ser perdido. Revisamos o processo junto a Caixa Econômica Federal e o recurso do Ministério do Esporte no valor de mais de R$1,6 milhão está sendo aplicado, com a obra sendo tocada. Ainda no Benedito Bentes, será construído um de Centro de Iniciação ao Esporte (CIE), que aguarda a fase de licitação. Nós vamos continuar adotando o respeito e valorização ao maceioense como tônica à atuação da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, que vem desenvolvendo vários trabalhos nos bairros. Manteremos também a constante busca de melhorias dos espaços de lazer da capital junto à iniciativa privada ? como foi com a Academia Maceió, na Jatiúca, completamente gratuita, que teve o apoio do Banco Itaú, e da instalação das estações de ginástica dos Mobiliários Urbanos Esportivos (MUEs). CÍCERO ALMEIDA (PMDB) O esporte é um fenômeno social extremamente democrático por ser praticado por pessoas de diferentes classes sociais e idades em todos os recantos do mundo. Na atualidade deixou de ser visto apenas como um simples lazer ou competição para se mostrar como um importante indutor do bem-estar físico e psíquico, da formação do cidadão pela ação coletiva e de um importante segmento de ocupação e renda. Durante o nosso período de gestão como prefeito da cidade de Maceió implantamos o programa de construção de quadras esportivas nas localidades mais pobres da cidade e construímos dezoito equipamentos poliesportivos. Firmamos convênio com o Ministério dos Esportes e construímos a Vila Olímpica de Maceió no bairro Cidade Universitária para que fosse utilizada pelas diversas federações esportivas. Infelizmente a gestão que nos sucedeu negligenciou essa política pública, não criando qualquer atividade de relevância naquele espaço público. Construímos no bairro do Jacintinho o Ginásio Poliesportivo Arivaldo Maia, como referência de equipamento para a prática de esporte dos segmentos esportivos daquela região. Através de convênio com o Ministério dos Esportes implantamos o programa Segundo Tempo na rede municipal de ensino de Maceió. Pela requalificação das orlas da Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca revitalizamos os campos, quadras, rampas de skate, e equipamentos de ginásticas. Estendemos essas ações para o Sobral e Trapiche e no Pontal, em parceria com a iniciativa privada, implantamos um grande centro de esporte. A próxima gestão deverá colocar em prática uma política esportiva capaz de proporcionar à juventude uma formação cidadã de excelência, disseminando princípios e valores morais, conduta ética e intensa interação social. Somente pelo esporte se combate à violência pelas regras de respeito e conduta em sociedade com a elevação do espírito coletivo, do companheirismo, do respeito mútuo e da prática solidária. JHC (PSB) A prática esportiva e o lazer ao cidadão são deveres do poder público, sendo direito constitucional que deve ser oportunizado através de políticas públicas sociais e ações concretas com programas efetivos de esporte e lazer. Precisamos de: a) inserção de diferentes grupos de convivência; b) compartilhamento do espaço público, para que, em determinados horários, possa ser utilizado pela sociedade em geral; c) inclusão de todos os residentes do meio urbano e rural. Nas periferias, porém, persiste a ausência de praças para a prática de esportes. Durante o tempo que estive à frente da Secretaria do Meio Ambiente, imprimimos uma série de reformas e adequações de praças públicas, sempre observando a necessidade de implantar equipamentos que permitissem à comunidade praticar esportes e atividades físicas. Precisamos atrair grandes eventos, inclusive internacionais, a exemplo dos X-Games e Iron Man, porém não há ainda, em Maceió, uma Lei de Incentivo ao Esporte, que ofereça tratamento tributário diferenciado às empresas e pessoas que viabilizam o esporte local. Enquanto isso, os atletas profissionais carecem de apoio, enquanto os amadores têm que desviar de obstáculos nas pistas de corrida mal preservadas. Maceió, como cidade balneário, tem enorme potencial para atrair esses eventos, mas podemos atrair mais, notadamente na área de esportes radicais kite surf e SUP ? e mesmo o triathlon, que tem um público local muito grande. Já temos excelentes eventos locais de MMA, inclusive com projeção nacional, mas que terminam desaparecendo por inanição ante à ausência de apoio. No skate, temos poucos espaços dedicados a esse esporte, o que termina desencorajando jovens, ou obrigando a que pratiquem o esporte em locais inapropriados, pondo suas vidas em risco ou com a possibilidade de machucar outras pessoas. Com o desenvolvimento desses eventos, além de uma construção de consciência cidadã, a economia é movimentada, absorvendo profissionais de fisioterapia, nutrição, educadores físicos, professores de artes marciais e outros profissionais que possuem uma estreita conexão com a prática esportiva. De outro lado, a juventude tem se dedicado sobremaneira ao chamado e-sport, que em Maceió é um movimento muito forte, apesar da total ausência de apoio. Os eventos locais reúnem centenas de pessoas, especialmente jovens, que praticam essa atividade esportiva, cujos benefícios cognitivos são amplamente já reconhecidos. A sinergia entre esporte e educação é sabidamente uma ferramenta para prevenir evasão escolar ou a cooptação dos jovens pelo crime, o incremento de programas como o Segundo Tempo ou a aplicação do Programa Escola Cidadã, durante os finais de semana, têm o condão comprovado de formar uma consciência cidadã na comunidade. Desburocratizar o apoio ao esporte mediante tratamento tributário diferenciado e a criação e manutenção, em parceria com o setor privado, de praças de esportes e atividades físicas é o caminho para a formação de uma geração de campeões e atração de grandes eventos para nossa cidade.

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