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N�MERO DE JOVENS ELEITORES TAMB�M CAI

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De acordo com dados estatísticos do perfil dos eleitores brasileiros informados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), houve alteração também no índice de jovens eleitores. Em 2008, 26.752 jovens de 16 anos, ou seja, 1,353% do total de votantes foram às urnas. Nas eleições gerais de 2014, quando foram eleitos o presidente da República, os 27 governadores, um terço dos membros do Senado Federal, deputados federais e estaduais, o número de jovens votantes com 16 anos caiu para menos da metade. Apenas 10.086, ou 0,505% do total de votantes compareceram às urnas. Aos 16 anos o voto é facultativo. O que teria desestimulado os estreantes no processo eleitoral a não votarem e o que isso pode significar nas eleições de outubro e no pleito de 2018? O voto seria diferenciado no quesito idade? Ou seja, os mais jovens tendem a votar em candidatos mais de centro-esquerda? Ou não tem a ver? A cientista política Luciana Santana responde: ?Não necessariamente, mas a relação entre a condição de ser jovem e preferências mais à esquerda ainda é forte. Em geral, porque as ideias nesse campo ideológico costumam ser mais atrativas e conseguem se conectar mais aos ideais desses jovens. O campo oposto tende a defender posturas mais conservadoras e, como consequência podem afastar os mais jovens?, ela diz. Vale ressaltar, no entanto, afirma Luciana Santana, ?que vem surgindo uma onda mais à direita conservadora que tem se utilizado de recursos como os utilizados pelos movimentos de esquerda (inserção no movimento estudantil e grupos de estudos) e que tem conseguido conquistar parte desse público jovem. Ainda é cedo para saber se isso vai vingar ou não. Essas ponderações não se aplicam apenas ao caso do eleitor brasileiro?. Na faixa etária entre 18 a 20 anos, também houve alterações no índice de votantes de 2008 a 2014. Em 2008, foram 160.277 (8,108%), contra 156.554 (7,844%) em 2014. As mulheres continuam sendo maioria do eleitorado. No entanto, a professora Luciana Santana afirma que a questão do sexo, masculino ou feminino, não tem faz pouca diferença quanto ao resultado da eleição. Em 2008, 1.036.550 de mulheres foram às urnas em Alagoas, um percentual de mais da metade do eleitorado, ou seja, 52,435%, contra 939.101 homens (47,505%).

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