Política
Agricultores t�m preju�zos por causa da seca verde
A chuva esperada pelos sertanejos chegou. O visual nas regiões mais áridas é verde. Mas não há motivos para comemoração porque a chuva veio tarde demais e em pouca quantidade. Em 41 municípios do Sertão e parte do Agreste, as sementes de milho, feijão e de outras culturas tradicionais germinaram, mas não passaram de trinta centímetros. A seca verde no quinto ano consecutivo da estiagem prolongada é a certeza de mais prejuízos principalmente para os pequenos e microprodutores rurais. O governador Renan Filho chegou hoje no Sertão para passar dois dias percorrendo a região. Lá verá o desespero tomar conta dos agricultores e pequenos criadores das regiões. A água que caiu até agora não foi suficiente para encher os açudes e barragens, falta alimentação para o gado e as prefeituras também pedem socorro. A Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) mobilizou as Comissões Estadual e Municipais de Defesa Civil da região para elaborarem o relatório de prejuízos e adotarem medidas a fim de proceder a decretação de situação de emergência na região. O agricultor e pequeno pecuarista Walter Cordeiro, do município de Jacaré dos Homens, uma das cidades do Sertão privilegiadas com abastecimento de água, disse que nem a região dele escapou dos prejuízos da seca verde. Na zona rural, segundo o agricultor, não tem água para o consumo humano e nem para os animais. ?O decreto de emergência que garantia o abastecimento de água para a população venceu. Só o Exército continua com a operação pipa para atender o consumo humano. A gente quer a volta dos carros-pipa para evitar mortes dos animais da região, e paralelamente a construção de mais poços artesianos?. Mais de 60% das comunidades rurais têm cisternas coletivas e particulares com capacidade para armazenar mais de 15 mil litros de água, cada cisterna. No entanto, não chove. A maioria das cisternas está quase vazia. As prefeituras colocam água na medida do possível. Nem todas têm condições de manter os caminhões rodando 24 horas para atender a população, disse Walter Cordeiro, que trabalha na coordenação municipal de Defesa Civil na região dele.