Política
FORÇA DO PMDB EM ALAGOAS PREOCUPA ADVERSÁRIOS
Como enfrentar a maior força e máquina política partidária do País e de Alagoas nas eleições municipais? Este é o dilema dos estrategistas e presidentes de diretórios estaduais dos partidos com candidaturas majoritárias e proporcionais. Além do presidente interino da República, Michel Temer, o PMDB local é considerado como um dos diretórios estaduais mais fortes do País por ter no comando o presidente do Senado, Renan Calheiros, o político mais influente nos três Poderes da República. Só pra se ter ideia do poderio peemedebista em nosso Estado, o partido comanda o governo do Estado com o governador Renan Filho, com o vice-governador Luciano Barbosa; a presidência da Assembleia Legislativa com o deputado estadual Luiz Dantas, 11 deputados estaduais, dois federais (Marx Beltrão e Cícero Almeida), 37 prefeitos, 22 vice-prefeitos, 346 vereadores. Nas eleições municipais de outubro, os caciques do PMDB trabalham forte para dobrar o número de prefeitos, de vices e de vereadores e conquistar a maioria dos 2,1 milhões de eleitores. Se lograr êxito na empreitada, praticamente acaba a oposição e em 2018 garante a reeleição dos Calheiros, pai e filho, e ampliará as bancadas federais e estaduais. Quem acha que isso é pouco, se ilude. O partido tem planos mais ousados. Quer inclusive ter um candidato forte à presidência da República. Especula-se, inclusive, o próprio presidente Michel Temer, a possibilidade de Renan Filho ser o ?trunfo? do PMDB nas próximas eleições presidenciais. Mas até lá, os líderes nacionais e locais sabem que é preciso aglutinar força na maioria dos estados e aniquilar o PT no Nordeste, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda é a maior expressão, e reduzir siglas como PDT, PSB, PROS, DEM e o próprio PSDB à condição de partidos pequenos. Não será fácil, porque os partidos já perceberam.