Política
Servidores estaduais podem decretar greve
O clima tenso entre servidores e o governo do Estado, há meses, vem aumentando. Agora, azedou de vez e a maioria das categorias promete radicalizar suas ações para garantir o pagamento do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que calculou as perdas inflacionárias de 2015 em 9,32%. O percentual, somado aos 4,05% até maio, mês de data base das categorias, superou os dois dígitos. Diante deste cenário e diante do fato de não terem encontrado uma saída negociada com os técnicos do governo, os servidores públicos anunciaram a possibilidade de uma greve geral. Ontem pela manhã, de forma unificada enquanto o governador Renan Filho (PMDB) se reunia com o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, do lado de fora, na Praça dos Martírios eles deixaram claro que a disposição é de paralisação. Segundo o diretor do Sindprev, Cícero Lourenço, que representa os servidores da Saúde, não há como seguir calado, se as perdas estão achatando os salários. ?O que se precisa é encontrar uma forma de negociar, porque de acordo com o que foi negociado com o governo federal, por meio do ministro da Economia, Henrique Meireles, até dezembro os estados estão isentos do pagamento de suas dívidas?, lembrou Lourenço. Os trabalhadores da Educação, liderados pelo Sinteal, já tiram um indicativo de greve a partir desta quinta-feira. Somente na próxima quarta-feira, 3, é que fazem nova assembleia para avaliação sobre a estratégia a ser adotada para o movimento paredista. A presidente da entidade, professora Maria Consuelo acredita na adesão da categoria por conta do clima de revolta. Como parte da primeira atividade da greve ela disse que a entidade vai montar acampamento no Cepa na manhã de hoje. O local não foi escolhido aleatoriamente. Conforme as lideranças é lá que está a sede da Secretaria Estadual de Educação, comandada pelo secretário e vice-governador Luciano Barbosa (PMDB).