Política
Servidores temem demiss�es ap�s acordo
O retorno dos trabalhos do Congresso Nacional, na semana que vem, é visto com temor pelos servidores públicos do País. Tudo por conta do Projeto de Lei Complementar 257, que tem previsão de entrar na pauta de votação, inicialmente da Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado. Caso aprovado, altera direitos como a estabilidade do cargo. A ideia é antiga, foi articulada ainda no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, mas foi agilizada com seu afastamento temporário e apresentado como compensação, se aprovado, para viabilizar um alívio para os estados devedores da União. Sob o comando das lideranças do governo de Michel Temer, ele tramita na Casa em caráter de urgência e, como quer o governo, pode ser aprovado em agosto, após a votação do impeachment no dia 15. Por isso que em Alagoas os trabalhadores do Poder Judiciário correm contra o tempo para conhecê-lo, estudá-lo e preparar a reação às medidas. Segundo a presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário, Raquel Saião Rodrigues, em nível nacional a mobilização já teve início com uma rejeição total à medida. ?É um conjunto de medidas que aos poucos vai desconstruindo o que foi conquistado ao longo dos anos. Propõe, inclusive, aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14%, além da quebra da estabilidade?, lembrou Raquel. Em comunicado distribuído à imprensa, a entidade traz outras mudanças propostas no PLP 257. No texto consta também o incentivo à implementação de Programas de Demissão Voluntária (PDV), suspensão da realização de concursos públicos, fim das promoções e progressões. Atualmente, como explica Raquel, as progressões, baseadas em capacitações e carga horária, ocorrem a cada três anos.