Política
Desembargador � contra campanha financiada
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, prevê uma ?notória extrapolação? do teto de gastos estipulado para a eleição municipal de outubro. Os novos limites de gastos das campanhas eleitorais foram definidos no ano passado pelo Congresso Nacional na minirreforma eleitoral. Em Alagoas, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Sebastião Costa Filho, afirma que concorda em parte que o valor estipulado é baixo, mas considera que caberia ao próprio candidato bancar sua campanha. O desembargador é enfático em sua fala: ?Não deveria nem existir dinheiro. Devia cada um gastar do seu bolso. Quer se candidatar, se candidate e gaste dinheiro do seu bolso. Não tinha que ninguém estar financiando o político para ele ganhar a eleição. Eu sou contrário a financiamento de político para disputar eleição. Se dependesse de mim, não teria financiamento de forma nenhuma. E se fosse servidor público, que ele ficasse com salário de servidor público. Não é para servir à Pátria??, indaga. Quando questionado se concorda com a afirmativa do ministro Gilmar Mendes de que candidatos vão extrapolar o teto de gastos, o desembargador Sebastião Costa Filho disse que os valores são mais do que suficientes para cidades pobres, localizadas sobretudo em região como o Nordeste. ?Existem cidades, logicamente, no Sul, por exemplo, que apesar de pequenas são fortes, que corre dinheiro. Mas nós temos cidades aqui em Alagoas, no Nordeste, que são pequenas e pobres. Dez mil reais é uma importância relativamente alta para um vereador de determinado município. Então, talvez, nós não tenhamos tanta dificuldade aqui no Estado?, afirma o presidente do TRE, referindo-se ao teto de gastos de R$ 10.803,91, para candidatos a vereador e R$ 108.039,06, para prefeito. O presidente do TRE falou ainda sobre o trabalho para tentar conter as fraudes eleitorais e disse que apesar de difícil, o Tribunal, juntamente com as forças policiais, estarão vigilantes.