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TJ nega pedido para afastar secret�ria do cargo

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O Tribunal de Justiça (TJ) negou, ontem, o pedido de afastamento do cargo da secretária estadual de Cultura, Mellina Freitas, acusada de dar um prejuízo de R$ 16 milhões, por improbidade administrativa, aos cofres do município de Piranhas. Ela é ex-prefeita da cidade e o pedido de afastamento foi feito pelo Ministério Público Estadual (MP). Ainda ontem, pela manhã, a Câmara Criminal do TJ julgou procedente o agravo de instrumento impetrado pela promotora de Piranhas, Adriana Acciolly. Na ação ela pedia o bloqueio de bens imóveis e móveis de Mellina Freitas e das pessoas acusadas de improbidade administrativa. De acordo com os levantamentos feitos pela promotora, decorrentes de investigações iniciadas em 2013 pelo Grupo de Combate às Organizações Criminosas, Mellina e outras 12 pessoas integrantes de sua equipe são responsáveis por irregularidades ocorridas durante a gestão de 2009 a 2012. ?Interpus o agravo de instrumento junto ao TJ porque estou convencida das irregularidades praticadas pela ex-prefeita e seus assessores. Com esse resultado favorável, o Ministério Público entende que a justiça está sendo feita?, disse a promotora. No agravo que tramitou no Tribunal de Justiça, a promotora pedia a quebra do sigilo fiscal e bancário da ex-prefeita e dos ex-secretários Cláudio José Monteiro Rêgo, Jauser Pereira de Miranda, Breno George Fernandes Salgado, Klebert Calheiros da Silva, Antônio Bráulio Campos Lisboa, Ronaldo Fernandes Costa Filho e José Cláudio Pereira dos Santos. A medida é extensiva para os ex-integrantes da Comissão de Licitação, que à época era formada por Acácia de Freitas Cornélio, Robson Antônio Teixeira, Altamiro Gomes Barbosa, Helberto dos Santos Souza e Josias da Rocha. ?Por meio do bloqueio dos bens e a quebra dos sigilos, as investigações vão avançar e, futuramente, assim espero, poderemos ver os acusados sendo condenados ao ressarcimento ao erário de Piranhas de quase R$ 16 milhões?, completou.

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