Política
Prefeitos desistem da reelei��o em AL
O cenário da crise econômica, aliado à queda na arrecadação, provocou uma reviravolta nas intenções eleitorais de 26 dos 72 prefeitos aptos à reeleição no pleito deste ano, em Alagoas. A judicialização de questões administrativas também contribuiu para o desânimo dos gestores. Quem afirma é a Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Segundo os levantamentos feitos pela entidade, o rigor dos órgãos de fiscalização, aliado à impossibilidade de manejar recursos de uma área para outra, tem dificultado a administração. Segundo o presidente da entidade, prefeito Paulo Ziulkoski, o resultado dos embates judiciais quase sempre terminam com os gestores afastados ou com bens indisponíveis. Os efeitos dos embates ocorrem em todo o País. Em Alagoas não é diferente. Mas, para o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), prefeito Marcelo Beltrão (PRB), a transferência de responsabilidade do governo federal para os municípios é o que provoca maior peso nas finanças e compromete o caixa. ?Me refiro ao grande volume de serviços transferidos para as cidades e ao subfinanciamento, bem como a distribuição do bolo tributário que concentra os recursos da União?, atestou Beltrão. Ele lembra que a queda no repasse, provocada pela crise econômica e os gastos que provocou, levou a metade dos municípios a enfrentar deficit, que como consequência prejudicou o investimento.