Política
Sem reajuste, servidores devem apertar o governo
A suspensão de reajuste para os servidores públicos, durante dois anos, como contrapartida do Estado para renegociação da dívida de Alagoas com a União, conforme proposta anunciada na última segunda-feira pelo Ministério da Fazenda na grande mídia e divulgada ontem pela Gazeta, não deve barrar o Movimento Unificado de Servidores de Alagoas, organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Hoje, às 10h, na sede da entidade, os sindicalistas irão discutir os próximos passos diante do silêncio do governo sobre a reposição inflacionária. Desde o último mês de janeiro, as categorias estão unidas para cobrar reajuste salarial do governador Renan Filho (PMDB). De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social e Trabalho (Sindprev/AL), Cícero Lourenço, os servidores cobram 8,7% da reposição da inflação e 2,3% da reposição inflacionária ainda do ano passado. ?Dá em torno de 11% de reajuste. Este governo nunca deu aumento real desde que assumiu. Lutamos hoje para manter o poder de compra dos servidores públicos?, frisou Lourenço. Atentos às negociações que ocorrem em Brasília para a elaboração do Projeto de Lei Complementar PLP 257, os sindicalistas dizem que não é só a proibição de reajuste salarial que está sendo imposta aos trabalhadores. ?Há também a possibilidade da proibição de concurso público, a abertura para que sejam implantados nos estados programas de demissão voluntária, o que dará espaço para o avanço das terceirizações, sem falar da desestruturalização das políticas públicas essenciais, como saúde e educação?, listou Cícero Lourenço.