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Mudan�as em acordo n�o aliviam os estados

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O que era uma ameaça aos servidores públicos estaduais, o não reajuste de salários por dois anos, foi retirado do texto-base do projeto que trata da renegociação das dívidas dos estados, aprovado pelo plenário da Câmara na madrugada de ontem. Em Alagoas, servidores aumentam a pressão para que o governo do Estado possa negociar com as categorias, que cobram em torno de 11% de reajuste salarial, relativos às perdas com a inflação e uma parte que segundo eles deixou de ser paga o ano passado. Vão cobrar o que o governo vem prometendo desde que a ?novela? da renegociação da dívida começou, em Brasília: que aumento de salário só seria possível se o Estado conseguisse aliviar as finanças públicas com a redução no valor do montante de juros da dívida pago mensalmente à União e com mudança no cambaleante cenário econômico nacional. Segundo o próprio governo, apesar do caos econômico enfrentado por outros estados, que atrasaram pagamento de salários do funcionalismo, Alagoas conseguiu evitar tal situação adotando previamente medidas de contenção de despesas. Ainda assim, a economia feita não foi suficiente, até agora, para garantir o reajuste das categorias. O governo, inclusive, chegou a acenar para a possibilidade de só conseguir manter o pagamento da folha em dia até dezembro desde ano. FRUSTRAÇÃO Convocados a conversar na chamada Mesa de Negociação, servidores saíram frustrados, na estaca zero, sem uma proposta concreta de reajuste. Ontem, por meio de sua assessoria, o secretário do de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio, Christian Teixeira, repetiu o que tem dito em todas os encontros mantidos com os servidores e entrevistas concedidas à imprensa, que a situação econômica do País é uma das grandes condicionantes para que haja reposição salarial. ?Estamos recebendo os sindicatos e representantes das categorias para dialogar e, principalmente, mostrar às categorias a real situação que o Estado de Alagoas atravessa nesse momento, além do trabalho que tem sido feito pela equipe governamental de Renan Filho?, reafirmou Christian Teixeira.

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