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SERVIDORES TEMEM PRIVATIZA��O DO HGE

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Boa parte dos servidores efetivos e contratados do Hospital Geral do Estado (HGE) vive um clima de incertezas desde que o governador Renan Filho revelou à imprensa o desejo de entregar a gestão da maior unidade de urgência e emergências de Alagoas à iniciativa privada. Na manhã de sexta-feira, 12, um grupo liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Seguridades Social e Trabalho (Sindprev) fez um ato para denunciar que a possível contratação de uma Organização Social (OS) para a administração seria, na verdade, o passo para a privatização do HGE. A mobilização é a segunda, apenas esta semana, contra a medida que deve ser adotada pelo Poder Executivo estadual, embora não haja confirmação de que ela será implementada. Estudantes da Universidade de Ciências da Saúde do Estado de Alagoas (Uncisal) saíram em protesto da instituição até a porta do HGE na última quarta-feira, onde receberam o apoio de trabalhadores. No âmbito da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o caso ainda é tratado com cautela, sendo ainda uma alternativa para oxigenar o comando do hospital. Integrantes do Sindprev ouviram e anotaram o posicionamento dos servidores. O tema será levado às reuniões dos diretores com membros da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Alagoas, entidade que vai capitanear as negociações com o Governo. A diretora de comunicação do sindicato e efetiva do HGE, Olga Chagas, explicou que a contratação das chamadas OSs representaria o fim da administração direcionada aos anseios coletivos para alimentar, na opinião dela, os interesses do empresariado. ?Entregar a gestão pública à iniciativa privada é nutrir o chamado caixa 2, que vai fomentar verbas para campanhas eleitorais. Os empresários vão vender serviços a valores superfaturados, como é rotineiro em administrações desta maneira. O que precisamos é de uma administração com compromisso às políticas públicas, e não político-partidárias. Enquanto os políticos estiverem fazendo dos órgãos públicos trampolim, nenhuma repartição vai funcionar da maneira correta, que é voltada ao povo?, observa a sindicalista.

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