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Sem doa��es, disputa eleitoral vira fardo pol�tico

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Campanha mais curta e menos dinheiro. Estes foram os principais motivos apontados por lideranças partidárias para a queda de 59% no número de candidatos a vereador registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ontem, na capital alagoana. Nas eleições de 2012, Maceió teve 522 pretendentes às 21 vagas na Câmara Municipal. Neste ano, a disputa será entre 214 adversários. As mudanças nas regras das eleições teriam desestimulado a concorrência. Os políticos ouvidos dizem que candidatos já conhecidos serão beneficiados. Para o presidente da Câmara Municipal de Maceió, vereador Kelmann Vieira (PSDB), o fim das doações de pessoas jurídicas para custear as campanhas inibiu as candidaturas a vereador este ano. ?A campanha está muito diferente. As coligações estão com menos recursos, já que as doações só podem ser feitas por pessoas físicas, através de transferências eletrônicas. Além disso, o tempo para convencer o eleitor ficou menor. Posso estar equivocado, mas acredito que estes fatores restringiram as candidaturas em Maceió?, opinou ele. Coordenador da campanha petista e candidato a vice-prefeito em Maceió, o ex-vereador Ricardo Barbosa (PT) afirma que a limitação do número de candidatos imposta pela Lei n 13.165/2015 foi decisiva para a queda no número de candidatos na capital. ?Os partidos e as coligações tiveram que apresentar candidaturas em número proporcional a 150% das vagas em disputa na Câmara Municipal, que são 21. Acredito que esta mudança na legislação teve impacto na redução de candidatos?, explicou Barbosa. Ou seja, este ano, as legendas podem lançar até 30 nomes. Antes, cada partido podia apresentar até quatro candidatos por vaga. Segundo o petista, o fim de doações de empresas privadas também teve peso na redução das candidaturas. ?Os candidatos com menos poder econômico foram prejudicados, porque aqueles que têm dinheiro podem bancar a própria campanha. Quem não tem, precisa arrecadar de alguma forma. Sou a favor do fim do financiamento privado, mas as regras do jeito que ficaram, continuam favorecendo os mais ricos, que se não serão ajudados, serão os menos prejudicados?, explicou Ricardo Barbosa, acrescentando que ?os ricos de berço? não dependem tanto de doações de terceiros.

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