Política
Sem acordo, vota��o de projeto emperra
O clima da sessão da Assembleia Legislativa Estadual (ALE) começou tranquilo e favorável, ontem, tanto para o governo quanto para parte dos servidores, em especial os do Detran. Mas a tentativa de colocação em pauta do projeto que trata da periculosidade e insalubridade mudou e fez o ?tempo fechar? na Casa de uma hora para outra. Desde cedo presentes na ALE, servidores e lideranças da Policia Civil, agentes penitenciários e da Saúde fizeram um corpo a corpo para que a matéria não entrasse em votação. A pressão deu certo. Assim que foi aberta a sessão da ALE, ela foi suspensa para entendimentos e uma reunião extraordinária das comissões temáticas. Durante o encontro, o deputado Francisco Tenório (PMN), após conversar com lideranças da Polícia Civil, chegou a informar que apresentou uma emenda ao texto original, apresentado pelo governador Renan Filho (PMDB). ?Estou apresentando uma emenda para incluir no projeto os policiais civis e militares, porque não consigo entender como essas duas categorias não possam ser contempladas?, disse Tenório. A proposta, entretanto, não muda o percentual proposto pelo Executivo, onde vincula a inclusão do pagamento dos benefícios à carga horária e não ao cálculo sobre os valores pagos às categorias. Desta forma, conforme revelou o deputado, há casos em que a lei, se aprovada, provocará perdas. Esse entendimento surgiu após uma conversa com as lideranças, entre elas o vice-presidente da Associação dos Servidores da Polícia Civil de Alagoas, Herberr Melanias. ?Argumentamos que há pelo menos dois erros na proposta original. Primeiro o que não considera a situação dos policiais civis e militares, além da questão do valor proposto que contraria a CLT e é praticado em todo o país, onde insalubridade e periculosidade é pago com base nos vencimentos das categorias?, disse Hebert.